O grupo mineiro 14 Bis desembarca em Natal no próximo sábado 12 para uma apresentação no Teatro Riachuelo. Os ingressos estão à venda no site uhuu.com e na bilheteria do teatro. A realização é da Agenda Propaganda. Há mais de três décadas, o grupo vive uma trajetória caracterizada pela reinvenção e ampliação de um público fiel. Eles estão comemorando nos palcos, com a nova turnê ‘14 Bis – 35 Anos’, que reúne os clássicos da carreira musical própria, assim como outros sucessos nacionais e internacionais.
O repertório conta com surpresas escolhidas a partir de coisas que ouviram nesses 35 anos, com um pé até na modernidade, podendo ir dos Beatles a Renato Russo. É um novo 14 Bis que está no ar, mas sem deixar, é claro, a mistura única de rock com Clube da Esquina, música clássica, progressivo, do country norte-americano ao regional brasileiro, e o que mais pintar no caldeirão de Cláudio Venturini (guitarra e voz), Sérgio Magrão (baixo e voz, único carioca do grupo), Vermelho (teclados e voz) e Hely Rodrigues (bateria).
Em entrevista ao AGORA RN. Vermelho falou um pouco sobre a expectativa para o show em Natal. Confira:

AGORA RN – O grupo tem mais de três décadas de história na música. É uma longa trajetória com grandes sucessos. Quais foram os principais desafios da banda ao longo desse tempo?
Vermelho – Estaremos nos apresentando em Natal neste sábado, dia 12 de novembro, e é um prazer reencontrar essa cidade que a gente não vem a algum tempo. Aliás, uma das dificuldades que a gente tem é que o Brasil é um país de longas distâncias e infelizmente a gente não tem uma certa previsibilidade de shows. Às vezes, a gente faz um show em Juiz de Fora (MG) em um dia, no outro faz em Uberaba (MG), que é quase do outro lado do estado. A gente não tem essa condição de ter previsibilidade aqui, não temos essa organização, não faz parte da nossa tradição. O cerne da banda, o que segura mesmo, é que a gente gosta muito de fazer música, temos uma amizade muito grande e um material muito bom que acumulamos ao longo dos anos.
AGORA RN – Qual é a expectativa para esta turnê comemorativa?
Vermelho – Esse ano a banda comemora 42 anos, nosso primeiro disco foi lançado em 1980, foi gravado em 1979 com produção do Milton Nascimento. Temos uma expectativa boa de continuar esse trabalho por muitos anos ainda, é sempre um público novo, renovado, juventude cada vez mais presente nos shows, além daquele público que criamos e cresceu junto com a gente, que ama nossas músicas desde o começo.
AGORA RN – O cenário musical é um ambiente muito competitivo. Como é se manter produzindo no cenário atual?
Vermelho – Procuramos sempre mesclar músicas autorais com músicas de outros artistas, e estamos sempre dialogando com quem tem um estilo parecido com o nosso. O ambiente atual é muito competitivo, mas sempre foi. Desde a época dos The Beatles, até antes disso, aqui no Brasil… muitos artistas, Chico, Milton, Caetano, Gal Costa, Simone, Maria Bethânia, Mutantes, o mundo musical sempre teve pessoas nessa área que competem, mas na verdade cada um tem o seu espaço. Hoje o que está havendo é um direcionamento muito chato das rádios, das emissoras que estão focando só em dois ou três estilos de música .Mas a boa música prevalece.