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Paralisação
Greve deve fechar 70% das agências dos Correios no RN, avalia sindicato
Ato acontece no momento em que aumentou a procura pelo serviço de entregas, o que levou a uma demora maior para a entrega de encomendas. Categoria reclama que governo revogou acordo coletivo que valia até 2021
Redação
19/08/2020 | 06:01

A greve dos servidores dos Correios iniciada nesta terça-feira (18) em todo o Brasil, pode implicar na paralisação do funcionamento de mais de 70% das agências no Rio Grande do Norte. A paralisação é por tempo indeterminado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores dos Correios do RN (Sintect), Edilson Shampoo, pelo menos 60% das 196 agências do Estado já aderiram à paralisação. O sindicalista conta que a categoria pede a manutenção de “direitos conquistados” e não cobra nenhum aumento.

“Não queremos mais. O que pedimos é que seja mantido o que batalhamos por anos para conquistar e está sendo tirado pelo Governo Federal. São cerca de 70 direitos assegurados que estão sendo retirados”, contou.

A categoria reclama que o Governo Federal revogou um acordo coletivo de trabalho que tem validade até 2021. Segundo a federação nacional dos servidores, a Fentect, “foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras”.

No mês passado, representantes dos Correios procuraram um acordo para evitar a paralisação, porém, não obtiveram respostas. Foi proposta uma readequação para as medidas.

O presidente do Sintect RN admite que a paralisação terá um impacto sobre o prazo de entregas de encomendas, por conta do fechamento das agências.

“Vai ser um impacto grande e negativo. Teremos muitas agências fechadas. A expectativa é que mais de 70% destas parem de funcionar”, explicou.

A greve acontece no momento em que aumentou a procura pelo serviço dos Correios, o que levou a uma demora maior para a entrega de encomendas. A superintência da estatal no Rio Grande do Norte informou no mês passado que, durante a pandemia do novo coronavírus, houve um crescimento de 20% nas encomendas em comparação ao primeiro semestre
do ano passado.

Em declaração enviada à reportagem do Agora RN, a superintendência informou que, “para lidar com a demanda, foi contratada mão de obra temporária e ampliaram-se os prazos de entrega para previstos para
o Sedex e Pac em três dias, que podem sofrer ajustes conforme o impacto da
pandemia em determinadas regiões”.

Os Correios têm quase 100mil funcionários em 6 mil agências em todo o País, com um faturamento de R$ 18 bilhões. O presidente Jair Bolsonaro defende a privatização do serviço.

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