BUSCAR
BUSCAR
Pandemia
Girão acusa autoridades do Amazonas de “negacionismo” por não usarem “tratamento precoce”
Segundo o parlamentar potiguar, a não adoção do protocolo federal é um dos motivos que explicam o aumento no número de óbitos por Covid-19
Redação
18/01/2021 | 18:51

O deputado federal General Girão (PSL-RN) afirmou nesta segunda-feira (18) que as autoridades do Amazonas estão “contaminadas por interesses político-partidários” e que, por isso, não têm adotado nas unidades de saúde locais o “tratamento precoce” contra a Covid-19, recomendado pelo Ministério da Saúde para os pacientes diagnosticados com a doença.

Segundo o parlamentar potiguar, a não adoção do protocolo federal – que inclui a administração nos pacientes de medicamentos como a hidroxicloroquina – é um dos motivos que explicam o aumento no número de óbitos provocados por Covid-19 nas últimas semanas. A alta expressiva dos registros fez o sistema de saúde amazonense entrar em colapso, especialmente após hospitais começarem a registrar falta de oxigênio.

De acordo com Girão, as autoridades de saúde do Amazonas agem com “negacionismo” por – segundo ele – não usarem o protocolo do Governo Federal.

“Vale ressaltar que as principais autoridades sanitárias locais, contaminadas por interesses político-partidários, não recomendam nem admitem a possibilidade do tratamento precoce, que comprovadamente já salvou milhares de vidas em cidades como Belém do Pará, Porto Feliz (SP) e Itajaí (SC). É o negacionismo da cura em seu estágio mais extremo, causando milhares de mortes de inocentes, mesmo após inúmeros exemplos, como os citados”, enfatizou, em artigo enviado à reportagem.

Apesar da declaração do deputado potiguar, não há estudos validados por entidades tradicionais da ciência que comprovem a eficácia da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, nem mesmo com administração precoce. Pelo contrário, pesquisas já mostraram que o uso pode ser prejudicial para determinados grupos de pacientes. Também não há evidências de que a ivermectina – outro medicamento defendido pelo Ministério da Saúde – funcione para a Covid.

Corrupção

Além da não utilização do protocolo federal, Girão atribuiu o caos na saúde do Amazonas à corrupção. Ele declarou que o Governo Federal enviou recursos financeiros suficientes para contornar a crise no estado, mas que a verba não foi bem “alocada”.

“Com verba destinada pelo Governo Federal, o governador do Amazonas, comprou, de uma loja importadora de vinhos, 28 ventiladores pulmonares ao custo de R$ 2,9 milhões — valor equivalente a cerca de quatro vezes o preço do mesmo aparelho vendido no Brasil e no exterior”, registrou, lembrando ainda de operações que desmontaram esquemas de desvios de recursos públicos no Amazonas.

Resposta do Governo Federal

No mesmo texto, General Girão destaca que o Governo Federal agiu na resposta à crise. Ele citou o envio de insumos para o estado, pela União, e falou em “grandiosa operação logística”.

No texto, o deputado critica também a senadora Zenaide Maia (Pros-RN), que na semana passada criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro pela gestão da crise do coronavírus. Ele afirmou que a declaração da colega de bancada pode sinalizar que uma 2ª onda está se aproximando do RN e que as autoridades locais estão preparando a responsabilização do governo Bolsonaro.

“Tudo o que não desejamos, de modo algum, é uma segunda onda da Covid-19 em nosso Estado, mas essa deturpada sanha acusatória da Senadora Zenaide Maia pode nos levar a desconfiar de uma manobra preventiva dos aliados da (des)governadora do RN”, concluiu.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.