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"Carentena"
Gente como a gente: Manu Gavassi procura ex na pandemia em novo filme
Filme "Me Sinto Bem com Você" estreia nesta quinta-feira 20 no Prime Video
Notícias da TV
20/05/2021 | 10:40

Com mais de um ano de isolamento social na conta, que atire a primeira pedra quem não teve um momento de “carentena” (carência na quarentena) e mandou aquela mensagem toda errada na madrugada para o ex. A cineasta Adriana, vivida por Manu Gavassi, também é vítima desse mal contemporâneo logo no início do filme “Me Sinto Bem com Você”, que estreia nesta quinta-feira 20 no Prime Video.

A história começa com uma troca de textos e áudios entre Adriana e Tom (Matheus Souza), que tiveram um romance no passado. Fica claro que o namoro terminou mal, com acusação de traições e muitos xingamentos. Só que a carência fala mais alto e, por meio de WhatsApp, brota uma recaída. Mas os fantasmas do rompimento original ainda circulam e ameaçam a possibilidade de um relacionamento saudável.

Além de atuar, Matheus Souza é o diretor do longa e também assina o roteiro, cujos créditos são divididos com parte de seu elenco –inclusive Manu, que teve liberdade para trazer outro ponto de vista para a história do ex-casal. Acostumado a ficar atrás das câmeras, como em Apenas o Fim (2008) e Ana e Vitória (2018), ele passa para o outro lado em homenagem à mãe, sua grande conselheira durante esse período confuso.

“Eu conversava muito com a minha mãe na pandemia. Só que ela é muito coruja, e a coisa que mais alegra ela na vida é me ver atuando. Ela sempre fala isso. E, como o filme começou por causa dela, resolvi atuar pra deixar ela feliz no meio do caos”, confessa o cineasta.

O texto nasceu na pandemia e foi desenvolvido diante de uma necessidade de colocar para fora todas as angústias do momento.

O roteiro ficou pronto em cerca de 15 dias, e as filmagens aconteceram durante três semanas –com todos os protocolos de segurança e raras interações entre o elenco.

“A ideia surgiu de uma maneira despretensiosa e totalmente informal. O audiovisual estava totalmente parado, todo mundo sem trabalho, uma sensação de caos e impotência, de não ter o que fazer. Só restava desabafar de alguma forma, conversar muito com as pessoas que a gente ama. E aí eu fiz muitas chamadas de vídeo com minha família em Brasília, com meus amigos”, lembra Souza ao Notícias da TV.

“Durante qualquer crise, eu sempre fujo para a escrita para manter minha saúde mental. Comecei uma espécie de diário, e como tenho vícios de roteirista, já fui escrevendo tudo em cenas. Fiquei com um roteiro pronto, mandei para alguns amigos –porque eu sou muito cruel comigo mesmo e preciso ter a aprovação dos outros. E eles não só gostaram como botaram pilha para eu fazer e foram se oferecendo para participar”.

Isolados, mas unidos

Além do affair complicado entre Tom e Adriana, Me Sinto Bem com Você conta outras histórias de duplas: como a de um casal (Thati Lopes e Victor Lamoglia, namorados na vida real) que sente que a convivência forçada está estragando a relação; ou a de um rapaz (Richard Abelha) e uma moça (Amanda Benevides) que decidiram fazer sexo sem compromisso e precisam repensar seu laço quando são impedidos de se encontrarem fisicamente.

Também são mostradas as tramas de duas irmãs (Thuany Parente e Isabella Moreira) que lidam com a morte da mãe por chamadas de vídeo; e duas garotas (Gabz e Clarissa Müller) que convivem com a alegria e as dores de uma jovem paixão no mundo dos influenciadores digitais.

A ideia de construir a narrativa em duplas ou casais –que em nenhum momento se cruzam com os outros personagens– não foi à toa. “Todos os meus filmes são sobre o efeito que o outro tem na gente e vice-versa. Eu sou contra o individualismo, e a solução pro mundo melhorar é o coletivo. Apoiar o outro, se ver no outro, gosto de abordar isso no meu trabalho”, diz Souza.

Para ele, o longa não é exatamente um retrato sobre a pandemia. “Não é pra resumir nada, não é pra traduzir nada. Espero que o filme seja um abraço, que ofereça entretenimento, doçura, emoção. Quando o mundo voltar ao normal, e eu espero que volte, eu torço para que o longa seja visto como uma obra sobre sentimentos, que são atemporais e universais. Não é a pandemia, ou a tecnologia atual, é muito mais do que isso”, filosofa.

“Eu acredito que seja um filme sobre acolhimento e identificação no outro, e senti que ele causou isso nas pessoas que iam lendo o roteiro, vendo o trailer… Não é comum ver uma produção independente gerar uma repercussão desse tamanho, uma campanha tão grande, o pessoal se identificou muito”.

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