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Movimentação
Flávio Dino, governador do MA, que já vacina a partir dos 29 anos, deve trocar partido comunista pelo PSB
Em suas redes sociais, ele citou diferenças 'de estratégia e tática política', mas agradeceu ao partido e defendeu alianças em 2022
O Globo
17/06/2021 | 15:27

O governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou nesta quinta-feira seu pedido de desfiliação do PCdoB. Em suas redes sociais, Dino agradeceu ao partido, mas citou diferenças “de estratégia e tática política” e defendeu a discussão de alianças para 2022. O provável destino de Dino é o PSB, que acertou também a filiação do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL -RJ).

“Informo que pedi desfiliação ao PCdoB. Desejo êxito ao partido na sua caminhada em defesa de uma Pátria Livre e Justa. Uma grande Frente da Esperança é um vetor decisivo para um novo ciclo de conquistas sociais para o Brasil. A tal tarefa seguirei me dedicando “, escreveu Dino.

“Agradeço ao PCdoB a fraternidades acolhidas a 15 anos de militância. Diferenças que hoje temos, de estratégia e tática políticas, são menos importantes do que o meu reconhecimento ao papel histórico do partido na defesa de um novo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil” , descobri o governador.

Em conversas avançadas com o PSB, o governador do Maranhão pretende concorrer ao Senado em 2022. Com as vantagens de Dino e Freixo, cresce dentro do PSB o bloco dos que defendem uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .

A cúpula do PSB não descarta se coligar ao PT, seja na chapa presidencial ou em palanques locais, mas segue mantendo por ou a abertura à construção de uma terceira via nacional, tese mais forte em diretórios de estados como Minas e São Paulo, e presente também em ai do partido dentro de estados mais “lulistas”, como Pernambuco.

Para vencer uma cláusula de barreira em 2022, que exige dos partidos no mínimo 2% dos votos em âmbito nacional para acesso à verba do fundo partidário e ao tempo de TV, o PCdoB vem apostando aprovação na Câmara do modelo de “federação partidária ” uma espécie de coligação mais rígida. Reservadamente, lideranças do partido admitem também uma retomada de conversas por uma fusão com o PSB, paralisadas antes das alterações municipais do ano passado.

No PSB, que não cogita por ora mudanças de nome ou uma alteração significativa de estatuto, discute-se a possibilidade de incorporação do PCdoB. Nesse cenário, uma migração em bloco de nomes do PCdoB antes de 2022 passou a ser cogitada como sinalização de boa-fé entre as duas legendas. O movimento também permitiria a nomes do PCdoB que planejam disputar cargas majoritários em 2022, como o próprio Dino e a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), maior estrutura e recursos nos seus estados.

Manuela e outras lideranças do PCdoB, como o deputado federal Orlando Silva (SP), têm defendido a prioridade da tentativa de aprovar a federação partidária na Câmara, e que uma futura conversa com o PSB envolva um consenso interno no partido.

Maranhão promove ‘Arraial da Vacinação’ imunizando a partir dos 29 anos

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira 1, o governador do Maranhão , Flávio Dino (PCdoB), detalhou o “Arraial da Vacinação” , mutirão para imunizar o máximo possível de adultos a partir de 29 anos e que teve início às 19h desta sexta-feira. O evento vai até meio-dia de domingo 13 e ocorre na Ilha de São Luís, região com quatro municípios e que reúne cerca de 1,4 milhões de habitantes.

“Estamos avançando, do jeito que é possível, com os estoques disponíveis, usando com muita seriedade o que temos, e vamos avançar cada vez mais com esses mutirões”, afirmou Dino. “O Arraial da Vacinação é uma homenagem às festas juninas. Uma vez que não é possível realizá-las, nós estamos também celebrando um pouco da nossa identidade cultural”, explicou o governador.

Levantamento feito pela CNN mostra que até às 20h desta sexta-feira, no Maranhão já foi aplicada uma primeira dose de vacinas contra a Covid-19 e 1,6 milhão de pessoas, equivalente a 33,01% da população apta a ser imunizada ( acima de 18 anos). No caso dos vacinados com a segunda dose, são 560 mil pessoas, 11,35% da população-alvo.

À CNN , Dino explicou que o estado foi beneficiado pelo reforço de doses após um navio estrangeiro chegou ao estado com tripulantes que testaram positivo para a variante oriunda da Índia. Além disso, o governo do Maranhão fez um “processo de gestão dos estoques de vacina desde janeiro, com reservas técnicas”, o que possibilita eventos como o Arraial da Vacinação.

O governador também disse que a vacinação de adultos a partir de 29 é uma especificidade das cidades da Ilha de São Luís, e que há diferença entre os calendários de vacinação nos 217 municípios maranhenses.

“Algumas cidades estão com também com uma faixa bem baixa. Alcântara, aqui também, na região metropolitana, já está vacinando 18+. Agora, há outros municípios que estão com 50, 55 [anos de faixa para vacinação], então isso varia muito “, detalhou.

Segundo o governador, o Maranhão passa no momento por uma terceira onda de infecções pelo novo coronavírus, que obriga a manter “no patamar intermediário” como medida de restrição à circulação de pessoas. Ele também se disse atento à assistência hospitalar dos doentes da Covid-19 e falou em avanço na vacinação.

“A conjugação dessas pilares faz com que o Maranhão mantenha já há vários meses a menor taxa de mortalidade, proporcionalmente à população. Temos mais ou menos metade da mortalidade por milhões de habitantes em relação à média brasileira”.

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil tem até esta sexta-feira taxa de mortalidade de 230,4 mortes por Covid-19 a cada 100 mil habitantes. A menor taxa é a do Maranhão, com 119,7 óbitos pela doença a cada 100 mil pessoas que moram no estado.

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão (05.01.2021) Foto: Reprodução / CNN

Melhora no segundo semestre

De toda forma, Flávio Dino disse que tem boas expectativas para o avanço da vacinação daqui até o fim do ano. O político disse que “uma perspectiva do segundo semestre é bem melhor do que a do primeiro semestre”, e que espera ver um declínio sucessivo nas taxas de infecção, de internação e de mortes por Covid-19 até o final do ano.

Sem citar nomes, o governador reclamou da “negligência” de autoridades do país e disse que o Brasil está sozinho no mundo ao não adotar como estratégia nacional a implementação de medidas restritivas.

“Passaríamos melhor se houvesse também a adoção concomitante à vacinação de medidas preventivas, com mais força”, opinou. “Apesar disso, dessa terrível negligência de algumas lideranças políticas do Brasil, acredito que a perspectiva do segundo semestre é bem melhor”, disse o chefe do Executivo maranhense.

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