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Indústria

Fiern reforça articulação nacional em seminário que define prioridades legislativas da indústria para 2026

Presidente Roberto Serquiz participa de encontro da CNI que reúne mais de 600 lideranças para consolidar agenda com foco em competitividade, inovação e redução do Custo Brasil
Redação
02/02/2026 | 16:59

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) terá participação ativa no Seminário de Construção da Agenda Legislativa da Indústria 2026, que será realizado na próxima terça-feira (3) e quarta-feira (4), na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Representando o setor industrial potiguar, o presidente da FIERN, Roberto Serquiz, integra o grupo de lideranças que vão discutir e definir os projetos de lei prioritários para o setor produtivo no próximo ano.

O encontro reunirá mais de 600 representantes, entre empresários, dirigentes e executivos de federações estaduais das indústrias, associações setoriais e sindicatos industriais. O objetivo é consolidar a 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria, documento que orienta a atuação institucional do setor junto ao Congresso Nacional e concentra temas considerados estratégicos para a competitividade e o crescimento econômico.

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O encontro será na sede da CNI - Foto: Divulgação

Entre os assuntos que devem integrar a agenda estão a regulamentação da Inteligência Artificial, a reforma da Lei Geral de Concessões, o marco legal do comércio exterior, a reforma da tributação sobre a renda corporativa e projetos de natureza trabalhista, como mudanças na licença-paternidade e na jornada de trabalho. Para Serquiz, a participação das federações estaduais é fundamental para garantir que as especificidades regionais sejam contempladas. “A Agenda Legislativa é um instrumento de convergência do setor industrial brasileiro, e a presença da Fiern assegura que a visão e as demandas da indústria do Rio Grande do Norte estejam representadas nesse debate nacional”, afirmou.

A programação começa na manhã de terça-feira com a abertura oficial e um debate com parlamentares sobre as perspectivas da agenda legislativa para 2026. Estão confirmadas as participações da senadora Tereza Cristina (PP-MS), da deputada Luísa Canziani (PSD-PR) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), em um diálogo direto entre indústria e Congresso.

A construção da Agenda Legislativa da Indústria 2026 envolve, ao todo, 148 entidades industriais — sendo 112 associações, 27 federações e nove sindicatos —, com a participação de mais de 670 representantes ao longo do processo. A expectativa da CNI é que mais de 100 projetos sejam priorizados pela base industrial para acompanhamento sistemático no Legislativo.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o calendário político exige atenção redobrada do setor. “Teremos janelas de votações concentradas no primeiro semestre e no período pós-eleitoral. A capacidade de enfrentar o Custo Brasil e preservar a estabilidade macroeconômica dependerá da nossa prontidão técnica e política”, afirmou. Nesse contexto, a presença de lideranças como Roberto Serquiz reforça o papel das federações estaduais na articulação de uma agenda coesa e representativa dos interesses da indústria brasileira.