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Festa

Festival da diversidade, Bloquíssimo traz Pabllo Vittar e Ludmilla em julho

Em entrevista, um dos idealizadores do evento comentou a importância da representatividade
Redação
25/06/2022 | 07:00

O Bloquíssimo é o primeiro festival direcionado ao público LGBT+ no Rio Grande do Norte. Nascido em 2020, antes da pandemia, a primeira edição do evento foi sucesso de público no pré-Carnaval de Natal. A história ainda é curta, mas o objetivo é entregar experiências inesquecíveis, priorizando o respeito e a diversidade, além de valorizar a pluralidade.

Sob a coordenação da Maquinara Produções, o Bloquíssimo cresceu e promete uma segunda edição com dois dias de shows de destaque. O festival acontecerá nos dias 8 e 9 de julho, na Arena das Dunas. Pensando na representatividade e inclusão, a equipe do evento abriu lotes gratuitos para pessoas trans e pessoas com deficiência.

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Ludmilla e Pabllo Vittar se apresentam no evento nos dias 8 e 9 de julho. Foto: Divulgação

As atrações confirmadas são Ludmilla e Pabllo Vittar, assim como os artistas: Danny Bond, Lia Clark, Potyguara Bardo, Brunna Vinni, Uana, Urias, Mulú, Kaya Conky, Luísa e os Alquimistas, KQTUS e Pedro Monteiro. Para mais informações, basta acessar o instagram. com/bloquissimo.

Um dos idealizadores do evento, Rafael Carvalho falou sobre a expectativa para a retomada do Bloquíssímo:

Revista Cultue – Como surgiu a ideia de criar um festival voltado ao público LGBT+? Levar artistas locais para o palco do festival, ao lado de destaques nacionais, é um passo para maior representatividade?

Rafael Carvalho – O Bloquíssimo surgiu pela necessidade, já que existe público e artista, mas não existe espaço. A questão da representatividade é um problema crônico, não só no Rio Grande do Norte, mas em âmbito nacional. Estamos buscando ocupar esses espaços e inserir artistas LGBT+ no cenário. Nesse sentido, juntar os artistas locais e nacionais é bom para todo mundo.

Cultue – Pabllo Vittar já participou da primeira edição do evento. Por que chamá-la novamente?

Rafael – A Pabllo participou da primeira edição e volta na segunda porque é a maior drag queen do mundo e esbanja representatividade, é nordestina e é uma artista incrível.

Cultue – Com a pandemia, o projeto foi pausado por um tempo e retoma agora para a segunda edição. O objetivo é seguir e realizar um Bloquíssimo todo ano?

Rafael – O Bloquíssimo tem um formato que não existe em nenhum lugar do país, é um festival de diversidade, que inclui várias outras coisas além da sexualidade. Por exemplo, somos o primeiro evento aqui do estado a ter lista PCD e lista trans. Temos uma entrega social interessante, sendo um dos nossos pilares. Já estamos pensando em 2023, com coisas mais bacanas ainda.

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