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Entrevista
Fernando Pinto defende testes em massa para identificar Covid-19 e troca de cargos
Pré-candidato do Novo à Prefeitura do Natal diz que, se fosse chamado para atuar no combate à Covid-19, substituiria cargos políticos por técnicos qualificados do Estado e contrataria outros epidemiologistas e economistas de outros países
Redação
06/04/2020 | 05:00

O advogado e empresário Fernando Pinto, pré-candidato do Partido Novo à Prefeitura do Natal, defende a aplicação de testes em massa para diagnosticar a real ameaça que representa a Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus. Nesta entrevista ao Agora RN, ele também fala sobre como a pandemia afeta o Judiciário.

Confira:

AGORA: Como o coronavírus afeta o Judiciário?

FERNANDO PINTO: O Judiciário brasileiro é caro e não gera o retorno esperado pelo povo. Vivemos em um ambiente de injustiças. Com a Covid-19, a Justiça estaria atendendo apenas questões emergenciais. Ocorre que o grande volume de demandas emergenciais despertou um maior vigor na atuação da advocacia e da própria OAB/RN, liderada pelo presidente Aldo Medeiros, que realiza um excelente trabalho. Outro fator é a pressão que a advocacia exerce para defender os direitos dos trabalhadores, empresários e entidades. Hoje, advogados e médicos bem aparelhados são essenciais para vida das pessoas jurídicas e físicas. Acredito que já temos mais pessoas jurídicas mortas do que seres humanos.

AGORA: A grande parte da advocacia que não possui questões emergenciais está parada. Qual é a solução?

FP: Criar oportunidades e inovar. A advocacia é o maior bastião do indivíduo usurpado pelo Estado. Essa “infodemia” do coronavírus aliada a decisões erradas do Estado parou tudo. O nosso escritório, por exemplo, criou um comitê de administração de crises para o empresário, em praticamente todos os ramos do Direito.

AGORA: Como o senhor analisa as críticas de que a OAB tem “conchavos” com a esquerda?

FP: Não consigo ver por esse lado. A OAB é um dos pilares mais inabaláveis da história da democracia brasileira. Não existe Ordem dos Advogados forte em países como Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e outras ditaduras estatizantes. Por isso que países como Brasil, EUA, Alemanha, Portugal, Itália, dentre outros, outorgam poderes para uma entidade como a OAB, que existe para fortalecer o advogado do cidadão na luta pelo direito da menor minoria do mundo, que é o indivíduo, contra os abusos da maior maioria do mundo, que é o Estado. A igualdade de armas contra os poderosíssimos defensores do Estado só é possível se existir uma Ordem autônoma, forte e coesa. Então, com base no meu conceito, a OAB é uma entidade liberal.

AGORA: Como a advocacia colabora para a democracia e a saúde ao mesmo tempo?

FP: Nunca o Estado esteve tão presente nas nossas costas. Um empresário sem um bom advogado equivale a uma pessoa com Covid-19 em situação grave sem respirador. O Estado proíbe a liberdade, a advocacia luta pela liberdade. O Estado quebra empresas, nós lutamos pela sobrevivência delas. O Estado torna inexequível o cumprimento de contratos, a advocacia luta por um acordo. O Estado confisca e a advocacia vai lá e impede que o Estado roube do cidadão mais do que já rouba com os impostos.

AGORA: O senhor é um crítico da atuação da administração do Estado. Se lhe chamassem para ajudar, no RN e em Natal, o que o senhor faria de imediato?

FP: Serviríamos de exemplo para o Brasil. A prioridade é testar para identificar os grupos de risco. Já existem testes rápidos no mercado. Outra coisa: eu substituiria cargos políticos por técnicos qualificados, médicos e economistas do nosso Estado, e contrataria outros epidemiologistas e economistas que vivem essa crise na Itália, Alemanha, EUA, Japão, Coreia do Sul e China. Uma equipe multidisciplinar para analisar cada uma das nossas cidades. Com um time qualificado, seríamos orientadores do pêndulo da teoria da verticalização e horizontalização da administração do ponteiro das estratégias contra a Covid-19.

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