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Economia

Expofruit 2025 deve movimentar R$ 90 milhões, mas tarifaço preocupa produtores

O alerta foi feito pelo deputado estadual Hermano Morais (PV)
Redação
22/08/2025 | 14:36

A Expofruit 2025, aberta nesta semana em Mossoró, deve atrair 40 mil visitantes, reunir 300 estandes de 210 empresas e movimentar cerca de R$ 90 milhões em negócios, consolidando-se como a maior feira de fruticultura da América Latina.

Mas, enquanto a produção cresce, o setor enfrenta um obstáculo que ameaça seus resultados: o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre frutas brasileiras. O alerta foi feito pelo deputado estadual Hermano Morais (PV), que lembrou que grande parte da produção potiguar tem como destino o mercado norte-americano.

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O alerta foi feito pelo deputado estadual Hermano Morais (PV) - Foto: Eduardo Maia/ALRN

“Esse tarifaço compromete uma relação comercial benéfica para o Estado e ameaça produtores e exportadores. Estamos acreditando no poder da negociação e na abertura de novos mercados para evitar prejuízos maiores”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a fruticultura irrigada responde por milhares de empregos e por divisas que ajudam a sustentar a economia potiguar. Em 2024, apenas com o melão fresco, o Rio Grande do Norte exportou 170 mil toneladas, que renderam US$ 120 milhões.

De janeiro a junho deste ano, já foram embarcadas 139 mil toneladas de frutas, totalizando US$ 100 milhões em exportações. A expectativa é que os números superem o ano anterior, caso as barreiras externas não se agravem.

“O setor emprega muita gente e tem ajudado a reduzir o desemprego. O IBGE apontou a menor taxa de desocupação desde 2012, e a fruticultura tem papel direto nesse resultado”, disse.

O evento ocupa 17 mil metros quadrados em Mossoró e conta com a presença de bancos, como o Banco do Nordeste, que financiam a produção, e de instituições de pesquisa como a Embrapa, que atua no desenvolvimento de técnicas que aumentam a produtividade e a qualidade das frutas. A região de Mossoró, Baraúna e Vale do Açu concentra a produção de melão, mamão, melancia, manga e banana, mas outras áreas, como Touros e municípios vizinhos no litoral, também se firmam no setor.

Hermano afirmou ainda que a chegada das águas do São Francisco ao território potiguar deve ampliar a capacidade de irrigação e dar mais segurança hídrica aos produtores.

“A fruticultura tem ajudado o Estado a crescer, gerando emprego e renda e trazendo divisas. Com mais segurança hídrica, poderemos ampliar a produção e garantir competitividade, desde que o mercado internacional não imponha barreiras intransponíveis”, disse.

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