A defesa da modelo e influenciadora Martha Graeff afirmou que estuda ir à Justiça contra a divulgação, em perfis de redes sociais, de mensagens íntimas trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi preso na última quarta-feira 4.
Em nota enviada ao blog, os advogados afirmam que a modelo está sendo vítima de “grave violência” com a exposição de conversas com o ex-namorado que, segundo a defesa, não têm relação com a investigação sobre o Banco Master.

As mensagens foram extraídas dos celulares de Vorcaro, apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante etapas anteriores da Operação Compliance Zero. Na semana passada, após o material ser enviado à CPMI do INSS, o conteúdo se tornou público e passou a circular na imprensa e nas redes sociais.
De acordo com a defesa, serão adotadas medidas para a proteção dos direitos da influenciadora. “Serão adotadas todas as providências para a salvaguarda dos direitos de Martha, não hesitando em valer-se das medidas judiciais e extrajudiciais pertinentes contra aqueles que venham atentar contra a sua integridade ou privacidade”.
A nota é assinada pelo advogado Lúcio de Constantino.
“Sra. Martha Graeff, através de seu advogado, informa que resta consternada em face da grave violência que vem sofrendo, considerando a exposição manifestamente ilegal e impressionantemente inútil de mensagens fragmentadas trocadas no sagrado ambiente restrito da intimidade de casal”, diz o texto.
Ainda segundo a defesa, Martha Graeff não mantém relacionamento com Daniel Vorcaro há meses e não participou de irregularidades. “Ela jamais esteve envolvida em qualquer tipo de ilicitude penal”.
Os advogados também afirmam que a divulgação das conversas não contribui para investigações. “A defesa argumenta que essa publicidade não é apenas inócua a qualquer procedimento investigativo penal, mas também subversiva aos valores morais e garantias constitucionais que asseguram a inviolabilidade da intimidade” da influenciadora.
Na nota, os advogados afirmam ainda: “Na realidade, tal difusão serve mais à desregrada vilipendiação da esfera privada feminina, que no contexto brasileiro ainda é tema que merece prudente atenção, não havendo falar em recreação com devassamento da vida privada de uma mulher”.