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Investigação

Ex-BBB investigado por importunação sexual: o que diz a lei sobre o crime?

Caso envolvendo Pedro Henrique Espindola é investigado pela Deam de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro
Redação
20/01/2026 | 13:33

Pedro Henrique Espindola, ex-participante do Big Brother Brasil (BBB) 26, prestará depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro após ser alvo de uma denúncia de importunação sexual ocorrida dentro do reality show. O caso é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, que instaurou inquérito após tomar conhecimento dos fatos por meio da exibição do programa.

No momento, o procedimento está em fase de instrução de inquérito. A Polícia Civil informou que a análise técnica das imagens do programa vai embasar as medidas adotadas pela autoridade policial e a definição sobre a tipificação do crime conforme o relato apresentado pela participante.

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Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga denúncia de importunação sexual envolvendo ex-participante do BBB 26 - Foto: Reprodução

A investigação teve início após a participante Jordana relatar um episódio ocorrido na despensa da casa. Segundo o depoimento dela aos outros confinados, Pedro teria seguido até o local, colocado a mão em seu pescoço e tentado beijá-la. Jordana afirmou ter questionado a atitude do colega, que teria respondido ter agido por vontade própria.

Pouco após o relato, na noite de domingo 18, Pedro Henrique acionou o botão de desistência e deixou o programa sem se despedir dos demais participantes. A Polícia informou que diligências seguem em andamento para esclarecer o ocorrido. Embora o depoimento do ex-participante já tenha sido solicitado, a data para a oitiva ainda não foi definida pela Deam.

De acordo com o Código Penal brasileiro, o crime de importunação sexual consiste em praticar contra alguém e sem a sua anuência um ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de um terceiro. A apuração ocorre por meio de ação penal pública incondicionada, o que significa que o Estado deve prosseguir com a acusação independentemente da vontade da vítima. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos, caso o ato não configure crime mais grave. Processos que apuram crimes contra a dignidade sexual tramitam em segredo de justiça.

A produção do reality show não divulgou detalhes adicionais sobre o caso. O procedimento seguirá com a análise das imagens e o depoimento das partes envolvidas. A equipe de assessoria que representava Pedro Henrique Espindola informou o encerramento do vínculo profissional, afirmando não compactuar com comportamentos que contrariem princípios de respeito e responsabilidade.