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Saúde mental

Evitar conversas difíceis pode gerar desgaste nas relações

Psicóloga destaca que hábito de “sumir” ou deixar mensagens sem resposta, tem se tornado frequente
Redação
18/04/2026 | 06:32

A dificuldade em lidar com conversas difíceis e a tendência de evitar conflitos têm se tornado cada vez mais comuns, segundo a psicóloga Ivete Aprigio. Ela afirmou que esse comportamento pode gerar frustração, desgaste nas relações e impactos na saúde mental, especialmente quando situações incômodas deixam de ser comunicadas.

Em entrevista à Inter TV, ela destacou que evitar o diálogo, inclusive com o hábito de “sumir” ou deixar mensagens sem resposta, tem se tornado frequente. “Hoje, muita gente prefere desaparecer sem explicação, deixar mensagens sem resposta, evitar um papo sincero”. Segundo Ivete Aprigio, esse cenário reflete mudanças no comportamento social.

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Evitar conversas difíceis pode gerar desgaste nas relações - Foto: Freepik (rawpixel.com)

A psicóloga explicou que o acúmulo de situações não resolvidas pode levar ao afastamento entre pessoas. “A gente está vendo uma época onde as pessoas não são confortáveis, onde as pessoas querem evitar conflitos e não comunicam o que acham que precisa ser comunicado. Não conversam sobre situações difíceis que incomodam e isso, ao longo do tempo, vai acumulando dentro delas. E vão se afastando infinitamente”, afirmou.

Ivete Aprigio também destacou que o medo da reação do outro é um dos fatores que dificultam o diálogo. “Uma conversa difícil, para muitas pessoas, pode gerar um desconforto. O que o outro vai pensar?”, questionou. Segundo ela, esse processo pode resultar em frustração para ambas as partes.

A especialista ponderou que nem todas as situações exigem enfrentamento direto e que é necessário avaliar cada caso. “A gente, às vezes, realmente precisa avaliar. Cada um precisa entender se essa comunicação realmente vai surgir um efeito”, afirmou. Ela acrescentou que pessoas com baixa tolerância à frustração tendem a reagir pior a esse tipo de diálogo. “Geralmente, pessoas que não aceitam ouvir são pessoas que também têm uma baixa tolerância à frustração, ao enfrentamento”.

A psicóloga também abordou a dificuldade de iniciar esse tipo de conversa, destacando que o processo exige prática. “É um exercício. A gente primeiro precisa ter consciência da forma que a gente deve agir”, disse. Ela ressaltou a importância da mudança de comportamento. Ela alertou ainda para os efeitos físicos da repressão emocional. Ela citou sintomas como ansiedade e outras reações físicas.