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Imigração

EUA revogam mais de 100 mil vistos no primeiro ano do retorno do governo Trump

Número é recorde e supera em duas vezes e meia o total registrado em 2024
Redação
12/01/2026 | 17:22

Os Estados Unidos revogaram mais de 100 mil vistos no primeiro ano desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo com um discurso anti-imigração, informou o governo norte-americano nesta segunda-feira 12. O total é o maior já registrado para o período.

Segundo o Departamento de Estado, milhares de vistos foram revogados por envolvimento em crimes, incluindo agressão e dirigir sob efeito de álcool. “A administração Trump não tem prioridade maior do que proteger os cidadãos americanos e defender a soberania dos Estados Unidos”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

Presidente dos EUA, Donald Trump. - Foto: reprodução Instagram
Donald Trump durante agenda oficial após assumir o segundo mandato como presidente dos Estados Unidos - Foto: Reprodução

De acordo com o governo, o número de vistos anulados desde a segunda posse de Trump, em 20 de janeiro de 2025, é duas vezes e meia superior ao registrado em 2024, quando o democrata Joe Biden ocupava a Presidência.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a pasta revogou vistos de estudantes que participaram de protestos contra Israel. Para isso, Rubio recorreu a uma lei da era McCarthy, que permite aos Estados Unidos impedir a entrada de estrangeiros considerados contrários à política externa do país. Parte dos afetados conseguiu contestar as ordens de deportação na Justiça.

O Departamento de Estado informou que 8 mil dos vistos revogados pertenciam a estudantes. O governo também endureceu os critérios para a concessão de vistos, incluindo a análise de publicações em redes sociais dos solicitantes.

As revogações fazem parte de uma campanha mais ampla de deportações em massa conduzida pelo governo, com aumento do número de agentes federais. Segundo o Departamento de Segurança Interna, no mês passado, o segundo governo Trump deportou mais de 605 mil pessoas, enquanto outras 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente.