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Conflito
EUA ordena envio de 7 mil soldados americanos para a Europa, diz oficial da Defesa
Presidente americano autorizou “o envio de forças terrestres e aéreas já estacionadas na Europa” para a Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia, além de capacidades de forças adicionais à Alemanha como parte da resposta da OTAN
CNN Brasil
24/02/2022 | 17:19

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, ordenou o envio de 7.000 militares dos Estados Unidos para a Europa, informou um alto funcionário da defesa a repórteres logo após o anúncio do presidente dos EUA, Joe Biden, nesta quinta-feira (24). Siga aqui ao vivo as notícias sobre a guerra na Ucrânia.

O presidente americano disse que autorizou “o envio de forças terrestres e aéreas já estacionadas na Europa” para a Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia. Ele também disse que autorizou o envio de “capacidades de forças adicionais dos EUA” à Alemanha como parte da resposta da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), incluindo algumas forças que foram colocadas em espera várias semanas atrás.

“Isso incluiria uma equipe de combate de brigada blindada com capacidades e capacitadores associados. Eles serão enviados à Alemanha para tranquilizar os aliados da OTAN, impedir a agressão russa e estar preparados para atender a uma série de requisitos na região. Esperamos que eles partam nos próximos dias”, disse o funcionário.

Em comentários da Casa Branca, Biden reiterou que as forças dos EUA “não estão e não estarão envolvidas em um conflito com a Rússia na Ucrânia”. “Nossas forças não estão indo para a Europa para lutar na Ucrânia, mas para defender nossos aliados da Otan e tranquilizar esses aliados no Leste”, acrescentou o funcionário da Defesa.

Em pronunciamento nesta quinta-feira (24), Biden, disse que os EUA e seus aliados estão aplicando “a maior sanção econômica da história” contra a Rússia. O presidente americano afirmou que o ataque contra a Ucrânia “não foi provocado” e que foi “premeditado por Putin”.

“Putin é o agressor e quem começou a guerra”, afirmou, acrescentando que “nunca foi uma questão de se defender”. “Hoje, estou autorizando sanções fortes e novos limites sobre o que pode ser exportado para a Rússia, com custos fortes à Rússia agora e ao longo do tempo”, adicionou.

Falando na Casa Branca, Biden também disse que o governo limitaria a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares e outras moedas, e planejava sancionar outros bancos russos. Porém, ele informou que as sanções ainda não incluem banir o país do sistema bancário SWIFT.

Algumas das sanções anunciadas por Biden:

  • Limitar a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares, euros, libras e ienes para fazer parte da economia global;
  • Limitar capacidade de financiar e aumentar as forças armadas russas;
  • Prejudicar sua capacidade de competir na economia de alta tecnologia do século 21;
  • Sanções contra bancos russos que juntos detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos.

Ele acrescentou que “também estamos bloqueando mais quatro grandes bancos. Isso significa que todos os ativos que eles têm nos Estados Unidos serão congelados”.

Biden afirmou que nomes da elite russa também serão atingidos pelas sanções, além de acesso a tecnologia e financiamentos, o que pode impactar até o “programa espacial russo”.

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