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Economia
Especialista dá dicas de gestão financeira para o início do ano
Professor sugere criar uma lista com todas as dívidas previstas para o período e indica ainda que uma porcentagem da renda deve ser guardada todo mês
Redação
12/01/2021 | 09:37

O início do ano é tido como o período de organização financeira: é hora de colocar tudo nos eixos para que os meses seguintes possam fluir com mais clareza. Especialmente depois de ano atípico, cujos transtornos gerados pela pandemia impactaram diretamente na saúde financeira das famílias.

De acordo com dados de levantamento feito pela Ibope Inteligência, 55% das pessoas das classes A, B e C, com acesso à internet, tiveram a renda afetada pela pandemia. Dessas, 66% dizem ter sentido queda superior a 25% no orçamento. A pesquisa mostra ainda que 51% dos entrevistados afirmam ter diminuído gastos e 22% começaram a atrasar o pagamento de dívidas.

Para a situação ser diferente em 2021, o professor Leandro Esquincalha, do curso de gestão da Estácio Natal, afirma que o primeiro passo é ter uma boa organização financeira, começando por uma relação de todas as dívidas previstas para o período, seja no papel ou em uma planilha digital.

“A visualização das dívidas nos ajuda a ter clareza para onde nosso dinheiro está indo de fato, o que faz com que tomemos melhor consciência nas próximas compras e evitemos um possível comportamento repetitivo de gastos impulsivos”, aconselhou. É essencial que a pessoa sempre confira seu extrato bancário, monitore, mais do que nunca, a fatura do cartão de crédito e controle as entradas e saídas da conta.

“Para quem tem contas atrasadas, a dica é tentar negociar buscando um desconto para pagar à vista ou tentar um parcelamento”, direcionou Leandro.

Para os que estão com o financeiro saudável, o ideal para mantê-lo assim é estabelecer objetivos financeiros. Seja fazer uma viagem, comprar um novo celular ou guardar para a aposentadoria. Saber onde a pessoa deseja investir o dinheiro ajuda a tomar melhores decisões. O especialista lembra ainda que um bom planejamento pode levar à diminuição de gastos com supérfluos.

“É muito importante manter o hábito de saber exatamente quanto se ganha e qual o valor das despesas fixas, assim, fica mais clara a visualização sobre qual o valor disponível. Desta forma, é possível ter um controle maior e evitar gastar mais do que se ganha ao fazer compra de algo que não estava na sua relação de custos fixos ou que não seja essencial”, comentou o especialista.

Além desses passos para uma boa organização, é aconselhado que uma porcentagem da renda seja guardada todo mês para compor uma reserva de emergência.

“Imprevistos acontecem e para não desequilibrar as finanças, ter um fundo de reserva é ideal para cobrir os gastos que podem vir sem avisar, como despesas de hospital, por exemplo. O equivalente a três meses de salário são um bom começo”, orientou. O ideal é poupar no mínimo 10% do rendimento líquido mensalmente.

Gastos comuns do período

Já sabendo que o período de gastos chegou, procure economizar, guardando o dinheiro extra da restituição do IR, férias, etc. e, principalmente, listando quais serão seus gastos. Os mais comuns para o período são: IPTU, IPVA e matrícula escolar, para quem tem filhos.

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