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Polêmica

Escola de samba retrata conservadores em latas de conversa e revolta políticos de direita

Apresentação foi da Acadêmicos de Niterói
Redação
16/02/2026 | 13:37

A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que fez um desfile neste domingo 15 em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval do Rio de Janeiro, causou polêmica ao retratar conservadores em latas de conserva.

Em uma ala intitulada “Neoconservadores em Conserva”, foliões adentraram a Marquês de Sapucaí vestindo latas de alimentos com o rótulo “Família em Conserva” e a ilustração de um núcleo familiar tradicional composto por um casal heterossexual e dois filhos.

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Ala buscou retratar grupos que se opõem a pautas defendidas por Lula - Foto: TV Globo / Reprodução

Segundo a escola, a ala buscou retratar grupos que se opõem a pautas defendidas por Lula, como rejeição a privatizações e o fim da escala de trabalho 6×1. A escola escolheu quatro representantes dos “grupos que levantam a bandeira do neoconservadorismo”: o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.

A apresentação da Acadêmicos de Niterói, que é estreante no Grupo Especial do Carnaval do Rio, começou às 22h13 e durou 79 minutos. O enredo escolhido para este ano foi “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O presidente acompanhou o desfile de um camarote cedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro e chegou a descer à avenida para cumprimentar dirigentes da escola.

Oposição critica

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, anunciou que o PL vai ingressar com uma ação contra Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em razão do uso de verba pública para o custeio das alegorias das escolas deste ano. “Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família”, publicou o pré-candidato.

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), disse nas redes sociais que irá acionar a Justiça por preconceito religioso. “Isso não é arte, e, sim, desrespeito. Você pode discordar de alguém, pode debater política, mas ridicularizar a fé de milhões de brasileiros é preconceito religioso”, afirmou.

A deputada federal Caroline de Toni (SC), pré-candidata ao Senado, endossou as críticas a essa ala do desfile. “Que fique como um alerta para quem ainda acha que é exagero. Está translúcido: o alvo são as famílias e os valores conservadores”, publicou nas redes sociais.