Presente em pratos tradicionais da culinária francesa, o estragão (Artemisia dracunculus), também conhecido como dragoncelo ou tarragão, é uma erva aromática valorizada tanto pelo sabor quanto pelas propriedades atribuídas à saúde. Originária da Ásia Central, a planta se espalhou por diferentes regiões do mundo e, além do uso gastronômico, é associada a efeitos digestivos, anti-inflamatórios, antibacterianos e hepatoprotetores.
Com aroma semelhante ao anis e sabor levemente amargo, o estragão é utilizado em receitas como frango ao estragão, bouillabaisse, salmão aromatizado, além de compor molhos, saladas, marinadas, queijos, azeites e vinagres.

A especialista em medicina culinária e health coach Yael Hasbani recomenda utilizar a erva principalmente no preparo de carnes, por facilitar a digestão, mas destaca que ela também harmoniza com vegetais, como aspargos e batatas. Segundo a especialista, o ideal é acrescentar o estragão apenas no final do preparo para preservar os compostos fenólicos sensíveis ao calor.
Além do uso culinário, o estragão concentra proteínas, fibras, ferro, cálcio, magnésio, zinco e vitaminas A, C e B6.
De acordo com Hasbani, a planta possui propriedades carminativas, que ajudam na eliminação de gases intestinais, aliviam cólicas e contribuem para reduzir inflamações e a distensão abdominal.
Estudos também investigam o potencial efeito hepatoprotetor da erva e sua ação antibacteriana. No entanto, especialistas ressaltam que parte dessas evidências ainda depende de pesquisas em humanos para confirmação.
Apesar dos possíveis benefícios, o consumo da infusão e do óleo essencial de estragão não é recomendado durante a gravidez e a amamentação.
Pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes, como varfarina, acenocumarol ou anticoagulantes orais de ação direta, também devem consumir a erva apenas com orientação de um profissional de saúde.