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Economia
Empresas juniores movimentaram mais de R$ 32 milhões em 2020
Companhias do país não visam lucro e todo o dinheiro recebido é reinvestido no local e também na educação dos jovens participantes
R7
12/10/2020 | 13:04

As empresas juniores brasileiras já movimentaram mais de R$ 32 milhões em 2020, com mais de 24 mil projetos, segundo pesquisa da Confederação Brasileira de Empresas Juniores. São 1.250 empresas em cerca de 225 instituições de ensino superior.

Estas companhias são formadas por estudantes da graduação que atuam formalizados no mercado, com CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), com o objetivo de solucionar problemas de clientes. Por estarem em fase de aprendizagem, há sempre um professor coordenador e os custos das consultorias costumam ser até dois terços mais baratos do que em companhias tradicionais.

A estudante Juliana Lima, participante de uma empresa júnior de RI (Relações Internacionais) da Paraíba, afirma que foi atraída pelo projeto ao perceber que os colegas estavam tendo uma experiência acadêmica e profissional completamente diferente da que ela estava vivenciando.

Para ela, o trabalho aumentou seu senso de responsabilidade e melhorou suas habilidades pessoais e profissionais.

Entre as experiências que teve, Juliana considera que aprendeu muito sobre gerenciamento de empresa, de times, criação de estratégias de trabalho para atingir metas e sobre lidar  com as diferenças.

A presidente da Brasil Júnior, Ana Beatriz Cesa, afirma que as empresas juniores são organizações sem fins lucrativos e, por isso, todo o dinheiro adquirido com os projetos são reinvestidos na própria empresa ou na formação dos estudantes que trabalham, de forma voluntária, no local.

Segundo Ana Beatriz, existem companhias com faturamento de R$ 200 a R$ 500 mil e de diversos ramos. Algumas delas ainda enfrentam preconceito, por serem empresas formadas por jovens, que têm as habilidade técnicas questionadas.

Para o estudante Matheus Maciel, que atua em uma empresa júnior de Gestão em Pernambuco, algumas vezes potenciais clientes duvidam da capacidade técnica dos estudantes. No entanto, o mercado tem se tornado cada vez mais aberto para este tipo de empresas.

A empresa júnior foi a primeira experiência profissional de Maciel. “Me fez como profissional hoje, eu não sei o que seria minha experiência profissional. Mais do que ensinar a pessoa ferramentas ou habilidade técnica específica, ensina a como se portar, como falar, como trabalhar em equipe”, afirma Maciel.

O analista de negócios do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) Adriano Nakamura diz que o maior benefício das empresas juniores para os estudantes é o fomento a ao prendizado prático, que falta na graduação convencional, e uma forma de aproximar o mercado de trabalho da instituição de ensino.

“Eu gosto muito dessa troca de experiências entre o aluno que está começando e o empresário que vai buscar [a júnior]. Existe a interação entre os membros com a empresa e gera troca de conhecimento”, afirma Nakamura. Para ele, a relação sempre é um triângulo, que beneficia os alunos, a empresa contratante e a instituição de ensino, que consegue consolidar sua marca e ganhar mais espaço dentro do mercado de atuação.

Mais segurança para os clientes

Nakamura orienta que, na hora de escolher uma empresa júnior para contratar, o cliente deve pesquisar sobre sua reputação, assim como faria em qualquer outra contratação.

O primeiro passo é solicitar o portfólio da júnior que deseja contratar. Dessa forma, será possível analisar a qualidade do serviço prestado pelos estudantes. Outras boas alternativas são consultar a instituição de ensino atrelada à companhia, para saber quem são os estudantes participantes e o professor responsável pelo projeto, e marcar uma reunião para conhecer toda a equipe.

Pedir a opinião de antigos clientes também vale! Assim, é possíve entender como o trabalho foi desenvolvido e se atendeu às expectativas do contratante. 

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