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Aquisição
Eduardo Bolsonaro pagou R$ 150 mil em dinheiro vivo durante a compra de 2 imóveis na zona sul do RJ
Compra mais recente foi feita por Eduardo em 2016, quando ele estava no seu primeiro mandato como deputado federal. No dia 29 de dezembro de 2016, ele esteve no cartório do 17º Ofício de Notas, no Centro do Rio, para registrar a escritura de um apartamento comprado em Botafogo no valor de R$ 1 milhão
Redação/ O Globo
24/09/2020 | 09:29

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pagou durante a aquisição de dois apartamentos na zona sul do Rio de Janeiro R$ 150 mil em dinheiro vivo, os imóveis foram adquiridos em 2011 e 2016, segundo escrituras públicas. Corrigido pela inflação, o valor equivale hoje a R$ 196,5 mil, e diz respeito a uma parte do pagamento dos imóveis. As informações são do O Globo.

A compra mais recente foi feita por Eduardo em 2016, quando ele estava no seu primeiro mandato como deputado federal. No dia 29 de dezembro de 2016, ele esteve no cartório do 17º Ofício de Notas, no Centro do Rio, para registrar a escritura de um apartamento comprado em Botafogo no valor de R$ 1 milhão. No documento ficou registrado que ele já tinha dado um sinal de R$ 81 mil pelo imóvel e que estava pagando “R$ 100 mil neste ato em moeda corrente do país, contada e achada certa”. Na escritura ficou registrado ainda que ele iria pagar outros R$ 18,9 mil seis dias depois. A maior parte, R$ 800 mil, foi quitada com financiamento junto à Caixa Econômica Federal.

Para evitar cobranças futuras, a escrevente do cartório ainda registrou, sobre o pagamento em espécie de R$ 100 mil, que os vendedores deram “plena, rasa, geral e irrevogável quitação dessa quantia, para nada mais reclamar com relação a venda que ora é feita”. Procurada para falar da negociação, Jacqueline Burger, uma das vendedoras do apartamento à época, perguntou:

– Poderia me passar o contato do Eduardo? – e, em seguida, emendou: – Qualquer informação pergunte a ele. Não tenho nada a declarar – afirmou Jacqueline. O apartamento fica na Avenida Pasteur, em um prédio de frente para a Baia da Guanabara, e possui 102 metros quadrados.

Imóvel em Copacabana

Além disso, três anos antes de ser eleito deputado, Eduardo Bolsonaro comprou um outro apartamento em Copacabana em 3 de fevereiro de 2011. A aquisição foi registrada no 24º Ofício de Notas do Rio. O apartamento foi vendido por R$ 160 mil e na escritura ficou anotado que o pagamento ocorreu por meio de um cheque administrativo de R$ 110 mil. O valor restante foi descrito pelo escrivão como: “R$ 50 mil através de moeda corrente do país, tudo conferido, contado e achado certo, perante mim do que dou fé”.

A escritura desse imóvel de Copacabana também deixou registrado que ele foi vendido por um valor inferior ao que a prefeitura avaliava à época. No documento, está descrito que a “Secretaria Municipal de Fazenda, para efeitos fiscais, avaliou o imóvel em R$ 228.223,64”. O valor pago por Eduardo representou um desconto de 30% no imóvel.

O GLOBO tentou contato com a antiga dona do apartamento, mas não obteve retorno. Procurado, o deputado Eduardo Bolsonaro não deu retornou para falar sobre a origem do dinheiro ou sobre a opção de pagamento em espécie.

Carlos e Flávio Bolsonaro, irmãos mais velhos de Eduardo, são investigados pelo Ministério Público do Rio, pela prática de “rachadinha” e pela nomeação do que seriam “funcionários fantasmas”. Eduardo não é investigado nestes casos.

Em agosto, o GLOBO revelou que a mãe de Eduardo, a pré-candidata à vereadora pelo Republicanos, Rogéria Bolsonaro, comprou um apartamento em Vila Isabel em 1995 por R$ 95 mil em espécie. Nessa época, ela ainda era casada com o agora presidente Jair Bolsonaro em regime de comunhão de bens.

A revista Época também revelou que Ana Cristina Valle, segunda mulher do presidente Jair Bolsonaro, comprou no período em que foi casada com ele um total de 14 imovéis. Desses, cinco foram adquiridos em dinheiro vivo.

De acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo”, em reportagem publicada nesta quarta-feira, o vereador Carlos Bolsonaro também teria pago R$ 150 mil em dinheiro por um imóvel em um cartório do Rio, em 2003. O montante corresponde hoje a R$ 366 mil, corrigidos pelo IPCA.

*Com informações do O Globo

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