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Dom Jaime Vieira Rocha: Dia Internacional da Mulher

06/03/2020 | 17:38

Queridos irmãos e irmãs!

“Deus criou o ser humano como homem e mulher, e ambos segundo a sua imagem. Só do modo de ser próprio do homem e da mulher, desenvolvidos em sua pureza, resulta a maior similaridade possível com Deus e a maior permeação de toda vida terrena pela vida divina” (Santa Teresa Benedita da Cruz – Edith Stein).

Neste domingo, dia 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher. Um dia especial para comemorarmos a ternura, o carinho e a força da mulher. Criada à imagem e semelhança de Deus, ela é, como o homem, chamada à comunhão com o Criador e à colaboração na obra da criação.

Hoje, nossos louvores ao bom Deus por ter impresso no ser humano o reflexo de sua bondade e ternura, e sobretudo, com a criação da mulher, manifestar que a doação da vida é milagre contínuo do seu infinito amor.

A mulher, especialmente com o pontificado de Francisco, é assumida como lugar teológico, isto é, “a Igreja não pode ser ela mesma sem a mulher e o seu papel. A mulher para a Igreja é imprescindível. É necessário trabalhar mais para fazer uma profunda teologia da mulher” (Papa Francisco. Entrevista a Antonio Spadaro. Revista La Civiltà Cattolica, nº 3918. 19 de setembro de 2013).

O Papa atualiza a mensagem dos padres conciliares quando, no dia 8 de dezembro de 1965, afirmaram: “Chegou a hora, a hora chegou, em que a vocação da mulher se completa na totalidade, a hora em que a mulher adquire influência na sociedade, uma irradiação, um poder que até agora não tinha atingido” (Concílio Vaticano II. Mensagem às mulheres).

Neste dia de comemoração e festejos à mulher, somos chamados a reconhecer o amor de Deus presente em tantas mulheres que foram importantes na nossa vida: mãe, esposa, irmã. Mas, também aquelas que são exemplos de consagração ao Reino pela vida religiosa, as catequistas, as legionárias, as zeladoras, as agentes de pastoral, as consagradas nas comunidades de vida e de aliança.

Todas elas inspirada n’Aquela que acreditou na graça libertadora de Deus, a Virgem Maria, modelo de mulher, esposa e mãe. Roguemos a Deus para que o exemplo de Maria, dócil ao Espírito Santo e mulher forte na fé, ilumine as mulheres e as fortaleça na caminhada do Reino de Deus.

Na história, quantas mulheres se destacaram, no mundo bíblico, na vida da Igreja. Reconheçamos que a purificação da memória nos leva a declarar, novamente com Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), que na Revelação divina não há nenhuma base para apoiar a submissão da mulher.

E mais, com o Concilio reafirmamos: chegou a hora de louvar a mulher, de reconhecer o seu importante e imprescindível papel na sociedade e na Igreja, e pedir que converta nossos corações para que nunca mais tratemos a mulher como objeto ou só lhe demos valor quando nos serve, mas que vejamos nela a complementariedade não só querida por Deus mas por Ele dada como dom para a real edificação do Reino e para o bem e o crescimento da sociedade e da Igreja.

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