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Pandemia
Deputado do RN isenta Bolsonaro e diz que plano de vacinação contra a Covid deve ser feito por estados
Parlamentar criticou a cobrança que governadores têm feito para que o governo do presidente Jair Bolsonaro divulgue um plano com as etapas de vacinação e que acelere a compra de imunizantes que estão na fase avançada de testes
Redação
08/12/2020 | 17:17

O deputado estadual José Dias (PSDB-RN) defendeu nesta terça-feira 8 que o plano de vacinação contra a Covid-19 deve ser elaborado principalmente pelos governos estaduais e pelas prefeituras dos maiores municípios do País, e não apenas pelo Governo Federal.

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o parlamentar criticou a cobrança que governadores têm feito para que o governo do presidente Jair Bolsonaro divulgue um plano com as etapas de vacinação e que acelere a compra de imunizantes que estão na fase avançada de testes.

Segundo José Dias, o Governo Federal já tem auxiliado estados e municípios no combate à pandemia da Covid-19. Para o tucano, governadores e prefeitos deveriam utilizar verbas encaminhadas pela gestão Bolsonaro para elaborar e executar o plano de vacinação, além de comprar insumos para adiantar a montagem da estrutura para imunizar a população.

“Esse plano depende muito dos estados e municípios, sobretudo os maiores. O Governo Federal mandou dinheiro e parte dele sequer foi aplicado. O RN recebeu este ano uma quantia 70% acima do que recebeu de transferência do governo federal. Isso é muito dinheiro e não vejo nenhuma ação da governadora. Ela podia comprar seringa. Só não defendo que sejam compradas através do Consórcio Nordeste, porque vão surrupiar o dinheiro”, declarou José Dias.

O parlamentar afirmou que, antes de cobrar do Governo Federal, a governadora Fátima Bezerra deveria “dizer o que está fazendo” com os recursos destinados para o enfrentamento da pandemia. “A partir daí, vamos cobrar dos outros. Mas só querem cobrar”, finalizou.

Governo do RN compra insumos para garantir vacinação

Apesar da fala do deputado, o governo Fátima Bezerra anunciou nesta segunda-feira 7 que vai comprar equipamentos de refrigeração para guardar as doses da vacina contra a Covid-19 quando ela estiver disponível. A aquisição será feita com recursos enviados pelo Ministério da Saúde, que também vai bancar a capacitação de profissionais de saúde e o transporte de vacinas. Foram enviados para o Rio Grande do Norte quase R$ 1,2 milhão para essa finalidade.

Fátima Bezerra cobra agilidade na vacina

Nesta terça, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, foi a Brasília para uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Na ocasião, junto com outros governadores, a gestora potiguar pediu urgência na definição pelo Governo Federal de um calendário para a vacinação contra a Covid-19.

“Precisamos de datas e um calendário definido com as etapas e fases prioritárias. Isso requer urgência. É necessário também incluir entre as prioridades os professores e profissionais da educação”, afirmou a governadora. Ela registrou que as ações que cabem aos estados estão sendo realizadas. “A logística de distribuição, os equipamentos e insumos necessários para aplicação da vacina às pessoas, tudo isso está sendo providenciado pelos Estados”, declarou Fátima Bezerra.

Diante do aumento de casos, Fátima Bezerra citou a Constituição brasileira, que atribui ao Governo Federal a coordenação do Programa Nacional de Imunização. “O Governo Federal não pode abrir mão do seu papel. O Governo Federal deve adquirir as vacinas reconhecidas pela Anvisa, em quantidade suficiente para toda a população brasileira, e distribuir proporcionalmente aos estados. O tempo hoje é de união e solidariedade. As gestões públicas devem fazer o que lhes cabe, assumir suas responsabilidades. E no caso da vacina para a pandemia começa com o Governo Federal fazendo a sua parte”.

O Governo Federal tem sido criticado por não adiantar a compra de vacinas contra a Covid-19 que estão em estágio avançado de testes. É o caso do imunizante desenvolvido pela Pfizer, que começou a ser aplicado na população do Reino Unido nesta terça-feira. E é também o caso da CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantã com tecnologia chinesa.

No caso da CoronaVac, a promessa é que os estudos sejam finalizados na semana que vem, com pedido para uso emergencial na população. Antes de ser usada, contudo, é necessária uma aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que, segundo Pazuello, pode demorar até 60 dias.

Na reunião entre governadores e o ministro da Saúde nesta terça, o governador de São Paulo, João Doria, entusiasta da CoronaVac, afirmou que o governo cobra o registro da Coronavac na Anvisa antes de antecipar a compra, mas fez investimentos de mais de R$ 1,2 bilhão no imunizante desenvolvido pela Universidade Oxford com o laboratório AstraZeneca, além de cerca de R$ 800 milhões para ingressar no consórcio Covax Facility. Tanto a vacina de Oxford como os imunizantes que integram o consórcio não têm registro na Anvisa.

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