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Economia
De olho nas eleições americanas, mercados internacionais têm alta
Dia positivo na região asiática também precede a eleição presidencial nos EUA, nesta terça; Bolsas da Europa têm fôlego para mais um dia de fortes ganhos e deixam de lado, ao menos por ora, as preocupações com o impacto de novos lockdowns
Estadão
03/11/2020 | 07:52

As bolsas da Ásia fecharam em alta significativa nesta terça-feira, 3, sustentadas por sólidos dados de atividade manufatureira de grandes economias, como Estados Unidos e China, e à espera da eleição presidencial americana. Números recentes mostram que a atividade industrial americana e chinesa continuam em recuperação após o choque da pandemia do novo coronavírus, embora a doença tenha voltado a ganhar força na América do Norte e Europa.

O dia positivo na região asiática também precede a eleição presidencial nos EUA, nesta terça. As últimas pesquisas mostram vantagem do candidato democrata, Joe Biden, sobre o presidente americano, Donald Trump, que busca a reeleição. Biden venceu por unanimidade a votação em Dixville Notch, pequena cidade de New Hampshire próxima à fronteira dos EUA com o Canadá. O democrata obteve todos os cinco votos da cidade, que é a primeira a revelar os votos de cada eleição presidencial desde 1960.

Existe uma expectativa de que Biden pressione por estímulos fiscais maiores se sair vitorioso da disputa com Donald Trump. Nas semanas antes da votação, o governo republicano e a oposição democrata não conseguiram superar um impasse sobre o tamanho de um novo pacote fiscal para lidar com os efeitos da covid-19.

Bolsas da Ásia

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 1,42%, a 3.271,07 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,43%, a 2.255,08 pontos. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng se valorizou 1,96% em Hong Kong, a 24.939,73 pontos, o sul-coreano Kospi garantiu alta de 1,88% em Seul, a 2.343,31 pontos, e o Taiex registrou ganho de 1,15% em Taiwan, a 12.736,01 pontos. No Japão, a Bolsa de Tóquio não operou devido a um feriado nacional.

Na Oceania, a Bolsa australiana se valorizou também na esteira da decisão do banco central do país de cortar seu juro básico de 0,25% para a mínima histórica de 0,10%, no primeiro ajuste da taxa desde março. O S&P/ASX 200 avançou 1,93% em Sydney, a 6.066,40 pontos.

Bolsas da Europa

Com os investidores compenetrados nas eleições dos Estados Unidos, as Bolsas da Europa têm fôlego para mais um dia de fortes ganhos na manhã desta terça-feira. A expectativa em torno da onda que prevalecerá, se azul ou vermelha, na escolha do 46º presidente americano faz com que os mercados deixem de lado, ao menos por ora, as preocupações com o impacto de novos lockdowns em países europeus para conter o ressurgimento de infecções de covid-19 no Velho Continente.

Às 6h50, no horário de Brasília, o Stoxx-600, que representa 90% das ações europeias, apresentava elevação de 1,64%, aos 353,56 pontos. Nas últimas eleições nos Estados Unidos, após a vitória do republicano Donald Trump, o índice engrenou em um movimento de subida ao longo dos seis meses subsequentes.

Também às 6h50 (de Brasília), o índice FTSE-100, de Londres, tinha elevação de 1,73%, o DAX, de Frankfurt, subia 2,01%, e o CAC-40, em Paris, apresentava valorização de 2,05%. Em Milão, o FTSE-MIB avançava 2,07%, o IBEX-35, em Madri, registrava ganhos de 1,52%, e o PSI-20, em Lisboa, de 1,05%.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo operam em alta próxima de 2%, revertendo perdas de mais cedo em meio ao movimento de desvalorização do dólar e de avanço das bolsas europeias e dos índices futuros de Nova York que antecipa a eleição presidencial dos EUA, que ocorre nesta terça-feira. Às 5h47 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para dezembro subia 2,17% na Nymex, a US$ 37,61, enquanto o do Brent para janeiro avançava 1,82% na ICE, a US$ 39,68.

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