Da ditadura à ditadura. É Cuba
Cuba era um prostíbulo norte-americano antes da deposição de Fulgêncio Batista por Fidel Castro, em 1959, mas virou uma ditadura comunista.

Não há escolha possível aqui.
Ambas as condições são péssimas, embora nada se compare a uma ditadura. E Cuba foi duas as coisas.
Fulgêncio foi um militar corrupto, alinhado aos interesses dos grandes canavieiros, que eram, por coincidência, norte-americanos.
Lutava contra os comunistas como parte de sua aliança com os EUA num país apinhado de mafiosos e outras categorias de criminosos.
Caiu pela extrema desigualdade do país e por uma sanguinária repressão sobre qualquer um que se manifestasse contra o governo.
Derrubado e posto no ostracismo pelos EUA, Cuba se fechou como uma ostra e manteve intacta a tradição do comunismo internacional: bom para os amigos e comunista para o resto do povo.
Enquanto havia dinheiro russo, a experiência socialista funcionou melhor, embora o clima repressor tenha incentivado uma grande fuga de cubanos para os EUA, tendo Miami como parada preferencial.
Agora os cubanos vão às ruas pelas mesmas razões que fizeram Fidel e seus companheiros agir, só que num contexto totalmente diferente.
Bem, “diferente” em termos, já que no último domingo, em pronunciamento na televisão, o presidente Miguel Días-Canel falou as coisas de sempre.
Disse que os protestos são uma provocação de infiltrados dos EUA e os “revolucionários” e “comunistas” de verdade devem reagir.
A primeira reação foi cortar a internet de todo mundo para evitar a comunicação dos opositores. E as informações são de que a repressão é contundente.
Não se trata de direita ou esquerda. É abandonar a ditadura em favor da democracia.
Sem isso, todo o resto é inútil.