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Comércio
Crise deve fazer com que 2020 tenha um “Natal de lembrancinhas”, aponta pesquisa
Em meio à pandemia do novo coronavírus, enquanto empreendedores apontam para possível queda nas vendas, consumidores reclamam de orçamento apertado
Redação
22/11/2020 | 08:28

Um Natal de poucas vendas e lembrancinhas de presente. É o que esperam empreendedores e consumidores para as festas de fim de ano. Dados da Pesquisa Nacional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sobre Endividamento e Inadimplência do Consumidor apontam que, no total, 66,5% das famílias brasileiras declararam estar endividadas em outubro deste ano. O percentual é relativamente menor em relação ao mês de setembro, quando 67,2% estavam nessa situação. Dos tipos de dívidas, 78,5% são referentes a cartões de créditos; em segundo lugar, aparece o carnê, com 16,4%.

A economista da CNC Izis Ferreira ressalta que a expectativa do comércio no período de Black Friday e Natal é positiva. Embora com certa precaução, diz, pois a parcela mais pobre, que precisava do auxílio emergencial, começou a receber apenas metade do valor e sofre a pressão inflacionária dos alimentos. “Temos menor capacidade de compra e o brasileiro, em geral, costuma evitar situação de inadimplência.”

Segundo a economista, apesar de tudo, as famílias mais pobres estão conseguindo reduzir o endividamento. “Desde o começo da pandemia, as famílias mais vulneráveis estão segurando o orçamento e conseguiram reduzir as dívidas. Movimento contrário ao que está acontecendo com as famílias que possuem renda acima de 10 salário mínimos, pois, depois de economizar nos primeiros meses da pandemia, agora, elas estão retomando seus gastos e se endividando. Em agosto, por exemplo, 57,8% das famílias com mais de 10 salários mínimos estavam endividadas. Em outubro, contudo, o número aumentou para 59,4%”, pontuou.

O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio, do CNC, em novembro de 2019, marcava pouco mais de 122,5 pontos. Desde a chegada do novo coronavírus, contudo, desenhou uma linha de queda e, em junho, estava abaixo de 70 pontos. Mesmo com a recuperação alcançada a partir de julho, o mês de novembro mantém índice inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, e marca apenas 108 pontos.

*Com informações do Correio Braziliense

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