BUSCAR
BUSCAR
Depoimento
CPI ouve infectologista que participou da publicidade contra pandemia no RN
Médico prestou depoimento à Comissão e afirmou que prestou serviço à sociedade sem “receber nenhum centavo” do governo
Alessandra Bernardo
08/10/2021 | 07:25

A secretária de Comunicação do Estado Guia Dantas e o médico infectologista Alexandre Motta prestaram depoimento durante a CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta quinta-feira (7). Eles responderam aos questionamentos dos deputados sobre os contratos de publicidade e a participação do infectologista, que é filiado ao partido da governadora Fátima Bezerra (PT), em vídeos educativos e boletins diários sobre a epidemia no Estado.

“Fui chamada para prestar esclarecimentos sobre os contratos de publicidade. Então, esclareci que precisávamos de uma pessoa com traquejo com a imprensa e que estivesse atuando na linha de frente contra a Covid e o infectologista Alexandre Motta atendia aos requisitos. Ele não fez parte da nossa campanha por ser filiado ao PT, mas por ser médico infectologista há mais de 30 anos no Hospital Giselda Trigueiro, que é unidade de referência na área de infectologia e pela propriedade com que ele passava as informações”, afirmou Guia.

A secretária disse ainda que o infectologista participou das campanhas de forma voluntária, sem ter assinado nenhum contrato financeiro com o Estado ou ter cobrado por uso de sua imagem. E que o fato de ser filiado ao PT não foi apresentado como um possível impedimento a isso. “Nossas campanhas são tão plurais que eu imagino que tenha filiado de todos os partidos e eu não ouso perguntar a ninguém qual o partido a que pertencem”, disse Guia Dantas.

O infectologista Alexandre Motta esclareceu que foi contactado para participar das campanhas estaduais sobre a Covid por um representante da agência de publicidade Criola, de forma pró-bono e que aceitou participar por poder contribuir para combater o negacionismo e suas consequências drásticas, diminuindo o nível de desinformação da população sobre o tema e notícias falsas que circulam nas redes sociais desde o início da pandemia, em março passado.

“Fui contactado por Ricardo Quaresma, da agência Criola, em dezembro passado, para as campanhas e não recebi nenhum centavo por isso, fiz de forma voluntária e tenho orgulho de ter feito isso, não me arrependo. Só lamento as comparações indevidas que são feitas na mídia e por alguns setores da imprensa sobre isso. Fiz para o governo estadual, mas faria para qualquer nível de governo que me chamasse, inclusive se fosse o governo federal, o qual tenho algumas ressalvas”, afirmou Alexandre.

Questionado sobre o que o motivou a participar da campanha e se as peças produzidas foram úteis, Alexandre respondeu que sim e que foi uma ação necessária. “Percebi que as pessoas se sentiram satisfeitas. Tenho perto de mim pessoas que pensam diferente, seguem o governo Fátima ou o governo Bolsonaro, mas elas foram unânimes em dizer que as campanhas contribuíram. Tenho consciência de que cada pessoa convencida a usar máscara, manter o distanciamento social e não aglomerar, era uma pessoa salva e que deixava de transmitir a doença para outra. Esse é o legado que vamos oferecer ao país”, afirmou.

O presidente da CPI, deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade), afirmou que os dois foram convocados para esclarecer o requerimento da CPI, que era investigar o princípio da impessoalidade que teria sido desrespeitado com a “contratação” de um filiado ao PT e que foi candidato ao Senado pelo Estado. “O médico teria sido o garoto propaganda da campanha publicitária de prevenção à Covid paga pelo Estado. Era algo que precisávamos investigar”, disse.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.