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Posição
Covid-19: Deputado Albert Dickson defende benefício da ivermectina
Deputado rebate recentes declarações de infectologistas e aponta estudo que mostra benefício do uso do remédio profilaticamente. Albert pede “responsabilidade” com informações repassadas à população
Redação
25/02/2021 | 00:10

Na sessão ordinária desta quarta-feira 24 da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte o médico oftalmologista e deputado Albert Dickson (PROS) demonstrou preocupação com as ilações em torno do medicamento ivermectina divulgadas em massa, o que, na opinião dele, acaba confundindo a população.

“As informações que trago são baseadas em estudos científicos e na minha experiência médica, que já tratou mais de 40 mil pacientes de forma precoce”, disse ao iniciar a sua fala defendendo informações sobre o uso profilático do medicamento ivermectina na luta contra a Covid-19.

Albert Dickson fez referência aos pronunciamentos de dois médicos de Natal, divulgados via entrevistas em emissora local de televisão e que revelavam que 91% das pessoas internadas nas UTIs dos hospitais do RN teriam usado ivermectina.

“Eles não apresentaram dados científicos. Vamos parar de ilações. Para se ter uma ideia, temos hoje, no mundo, 37 estudos científicos sobre a ivermectina. Sendo 19 deles randomizados – de casos e controles – ou seja, estão no topo da excelência dos estudos científicos”, ressaltou.

O deputado pontuou que são 265 cientistas estudando no mundo a ivermectina. São 10.509 pacientes sendo estudados. “Desses resultados, 90% comprovam que usando ivermectina profilaticamente a doença não chega à fase grave”, pontuou.

Albert Dickson explicou que é preciso entender que um paciente que está na UTI pode ter outras comorbidades que compliquem ainda mais o estado de saúde. “São fatores reais que interferem diretamente no processo do paciente”, disse.

Outro fator destacado pelo deputado é a informação que a ivermectina causa problemas no fígado. “Mais uma inverdade. Outra pesquisa mostra que o efeito da Ivermectina em animais de laboratórios comprova que 91% da ivermectina é metabolizada no intestino e apenas 5% vai para o fígado”, destacou.

Albert Dickson disse que é preciso ter “responsabilidade” com as informações repassadas à população em um dos momentos mais críticos da pandemia do novo coronavírus.

“A ivermectina faz 40 anos que está no mercado, ganhou prêmio Nobel de Medicina e nunca registrou um óbito no mundo pelo uso. É um medicamento extremamente seguro. Uma outra pesquisa publicada na Revista Agrária em biologia diz que a Ivermectina não afeta o fígado. Faz efeito contrário melhorando os níveis de esteatose hepática (é um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no interior das células do fígado”, justificou.

A ivermectina foi descoberta em 1975 e introduzida no mercado em 1981. Faz parte da lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde (OMS); uma lista com os medicamentos mais seguros e eficazes fundamentais em um sistema de saúde.

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