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Saúde
CoopBrasil quer chegar com agilidade onde o SUS demora
Proposta é trabalhar por tabelas diferenciadas que permitam o acesso à população aos mais variados procedimentos. Operações de hérnia, vesícula, varizes, cirurgias oftalmológicas, histerectomias, períneos, entre outras, serão ofertadas às camadas mais desassistidas da população por preços acessíveis e com rapidez
Redação
03/07/2021 | 11:29

CoopBrasil quer chegar com agilidade onde o SUS demora
Proposta é trabalhar por tabelas diferenciadas que permitam o acesso à população aos mais variados procedimentos. Operações de hérnia, vesícula, varizes, cirurgias oftalmológicas, histerectomias, períneos, entre outras, serão ofertadas às camadas mais desassistidas da população por preços acessíveis e com rapidez

Cooperativas médicas há muitas. Mas como esta é pioneira no país. Criada no ano passado, a CoopBrasil é uma cooperativa para exercício da medicina como profissional autônomo, para que o médico seja dono do seu próprio trabalho. Mas este é apenas um lado da questão.

Há muitos outros fortes apenas que impactam diretamente muitas camadas da população, sem plano de saúde, que hoje esperam até dois ou três anos por uma cirurgia pelo SUS. Nesse caso, segundo Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do RN, a CoopBrasil reveste-se de um forte apelo social ao tornar acessível a uma grande massa de pessoas procedimentos corriqueiros, mas extremamente difíceis de acessar pelo Sistema Único de Saúde.

“Um dos objetivos da cooperativa é prestar atendimento mais humanizado ao paciente, com um custo baixo, suprindo de certa forma uma demanda represada pelo SUS”, resume Geraldo Ferreira. Embora o Hospital Natal Sul, que é a sua unidade hospitalar de referência para consultas, cirurgias e exames laboratoriais e específicos, esteja temporariamente alocada para atender casos de covid, em breve a CoopBrasil pretende novamente contar com esse valioso ativo para o atendimento.

E tudo isso facilitado pela marcação de consultas e outros procedimentos através do aplicativo Alive Med. O app também possui uma ferramenta de controle de saúde do paciente, feito de maneira horizontalizada dentro do sistema, integrando todas as especialidades médicas. Nesta entrevista ao Agora RN, o Dr. Geraldo Ferreira fala sobre essa cooperativa potiguar pioneira no Brasil e no que seus serviços auxiliam diretamente à população que mais precisa.

Agora RN: O senhor pode nos explicar o que é a CoopBrasil?
Geraldo Ferreira: Antes de qualquer coisa, a CoopBrasil – Cooperativa de Serviços Médicos é um projeto bem ousado. É diferente das cooperativas de trabalho do Plano de Saúde como é a Unimed. Cooperativas de trabalho são aqueles que reúnem anestesistas, ortopedia e outras especialidades. E normalmente têm contratos de plantões, de horas trabalhadas etc. Essa nossa cooperativa, criada a partir de um grupo de médicos, quer ocupar um espaço de serviços médicos, procedimentos, de pessoas que não conseguem se operar pelo SUS, que não têm plano de saúde e que nós queremos trabalhar a preços sociais. Ou seja, estamos nos propondo a trabalhar por tabelas diferenciadas que permitam o acesso à população aos mais variados procedimentos.

Agora RN: Que tipo de procedimento?
Geraldo Ferreira: Por exemplo, hérnia, vesícula, varizes, cirurgias oftalmológicas, histerectomias, períneos, uma série de procedimentos que hoje, infelizmente, quando se requisita ao SUS, o retorno é a perder de vista de três anos ou mais. Tireóide, nódulos de tireóide, nódulos de mama, são cirurgias que infelizmente têm uma alta demanda e que não conseguem ser atendidas.

Agora RN: Então, é uma cooperativa voltada para procedimentos?
Geraldo Ferreira: Nós também estamos trabalhando para prestar esses serviços em hospitais – o nosso hospital preferencial era o Natal Sul, que infelizmente a Prefeitura de maneira unilateral requisitou com a anuência da Justiça para a utilização para atendimento de paciente de covid, mas assim que ele seja devolvido, evidentemente, será um dos prioritários para essa missão a que se propõe a CoopBrasil.

Agora RN: Enquanto isso, como o trabalho se desenvolve?
Geraldo Ferreira: Com certeza. Fora este hospital, que será a sede da cooperativa, há vários outros dentro dos quais faremos as cirurgias por meio de convênios e contratos. É importante dizer que também estamos trabalhando junto a clínicas populares, já que a maioria delas não dispõe de cirurgiões. Trata-se de uma aliança de forma que os pacientes cirúrgicos possam ser agendados para um dia e aí nós mandaremos o cirurgião para a clínica onde ele
executará o procedimento.

Agora RN: O senhor diria que é uma tendência esse tipo de atuação cooperativada?
Geraldo Ferreira: Por certo. A cooperativa vai trabalhar muito nesta área de oferta direta ao paciente, mas também não descartamos estender isso a vários municípios do RN, que não têm conseguido resolver os problemas de seus pacientes, e a partir de uma tabela diferenciada esse serviço tão útil será ofertado a associações de municípios e até aos próprios municípios para que eles consigam resolver os problemas de seus pacientes.

Agora RN: Serão serviços fora do guarda-chuva do SUS?
Geraldo Ferreira: Não será uma cooperativa credenciada ao SUS, ela prestará sim serviços ao SUS com uma tabela social que nós ofertamos não só a ele, mas também aos planos de saúde, pois estamos trabalhando com a ideia de que os planos também possam utilizar nossos serviços de acordo com a nossa tabela.

Agora RN: Não corre o risco de competir com os planos de saúde?
Geraldo Ferreira: De forma nenhuma. Não criaremos um plano de saúde para vender aos pacientes e sim procedimentos com tabela diferenciada disponíveis para particulares, planos de saúde e para o próprio SUS.

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