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Confira a coluna “Bastidores da política” desta quarta-feira 3

03/03/2021 | 01:01

Cota de sacrifício

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, diz que foi acordado nesta terça-feira 2 com a ligação do ministro da Economia, Paulo Guedes, às sete da manhã. Segundo o chefe da instituição que representa os bancos do País, Guedes pediu mais uma “cota de sacrifício”, que é pagar um imposto maior durante seis meses para compensar a perda na arrecadação provocada pela isenção da tributação sobre o diesel e gás de cozinha dada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Sidney diz que entendeu o pedido, mas avisa: o sacrifício tem que ser temporário e vai ter consequência no encarecimento do crédito para pessoas e empresas no momento de retomada da economia. “É possível antever esse aumento de custo no spread bancário”, diz ele. O spread é a diferença entre o que os bancos pagam para captar e o que eles cobram dos clientes. Aumentar o spread significa que os financiamentos e empréstimos terão um custo maior.

PRISÃO DE GENTILLI

A Procuradoria Parlamentar da Câmara dos Deputados pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decrete a prisão do humorista Danilo Gentili por um tuíte feito na semana passada, quando a Casa discutia a PEC da Impunidade. Na peça, os advogados alegam violação à Lei de Segurança Nacional, comparam a publicação à invasão do Capitólio americano, em janeiro, e pedem abertura de inquérito.

TRÉGUA NA POLITICAGEM

No dia 25, Gentili escreveu nas redes sociais: “Eu só acreditaria que esse país tem jeito se a população entrasse agora na câmara e socasse todo deputado que está nesse momento discutindo PEC de imunidade parlamentar”. Na ocasião, os deputados discutiam proposta que cria novas regras de imunidade parlamentar. A votação acabou sendo adiada e uma comissão especial irá avaliar a medida.

GRAVE AMEAÇA

Para a Procuradoria da Câmara o tuíte de Gentili representa “grave ameaça à ordem pública” e um ataque ao Poder Legislativo. Os procuradores ainda comparam o caso com a invasão do Capitólio, feita por extremistas que buscavam anular a nomeação de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos.

LAÇO REFEITO

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta fez as pazes com a cúpula do DEM, na semana passada. Mandetta permanecerá no partido, que se comprometeu a dar apoio logístico e de comunicação para que ele viaje pelo País, nos próximos meses, e tente tornar viável seu nome para a disputa presidencial de 2022.

SEGURO-DESEMPREGO I

A proposta da equipe econômica para reeditar a medida provisória 936, que autoriza negociações para redução de jornada e salários ou suspensão de contrato, prevê que trabalhadores que fecharem os acordos tenham direito a menos parcelas de seguro-desemprego, caso sejam demitidos no futuro.

SEGURO-DESEMPREGO II

Segundo fontes, a ideia é permitir que a nova rodada do programa seja viabilizada sem impacto sobre as contas públicas. Na prática, o empregado anteciparia o acesso ao seguro para compensar as perdas salariais previstas nos acordos. A proposta enfrenta forte resistência das centrais sindicais e de parlamentares.

ESQUERDA X DIREITA

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) colocou Ciro Gomes (PDT) no rol de pré-candidatos de direita à Presidência da República ao lado de, entre outros, Sergio Moro, João Doria e Luciano Huck. A fala provocou reação e contribuiu para intensificar a divisão dentro da esquerda. O presidente do PDT, Carlos Lupi, reagiu com ironia: “Se (Ciro) não é ser de esquerda, o que é? Dar mais dinheiro aos bancos que FHC (Fernando Henrique Cardoso)?”

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