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Dinheiro
Como fica a poupança com nova alta de juros? É hora de voltar para a renda fixa?
Fundos DI perdem para a caderneta quando taxa for maior que 1%. Com perspectiva de novas altas da Selic, títulos pós-fixados são opção
O Globo
17/06/2021 | 11:36

 O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, onze taxa básica de juros da economia, a Selic, de 3,5% para 4,25% ao ano nesta quarta-feira. Com a alta, o rendimento da poupança melhora, mas ela ainda deve perder da informação.

Aplicações de renda fixa mais conservadoras também voltam a apresentar melhor rendimento, mas os investidores devem ter em conta os ganhos reais. Fundos DI, por exemplo, só renderão mais que a poupança se a taxa de administração abaixo de 1%.

Nesta semana, o Boletim Focus, relatório semanal divulgado pelo BC com as expectativas dos agentes de mercado, projetou uma Selic em 6,25% ao final do ano enquanto a medição pelo IPCA ficaria em 5,82%.

Efeito dos juros : O dólar chega a cair abaixo de R $ 5 com expectativa de nova alta da Selic. Novo patamar de câmbio veio para ficar?

– A renda fixa vai passar a remunerar mais. Porém, também é importante ficar de olho no juro real. Ainda não é igual à época da Selic em dois dígitos, quando bastava você ter um investimento sem grandes riscos, que você já tinha uma rentabilidade interessante, mesmo no longo prazo – disse Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos.

Em 2020, as aplicações ligadas ao CDI, pós-fixadas, tiveram um desempenho ruim, pois não pagavam acima da informação. Com a perspectiva de subida de juros, esse cenário se altera um pouco, para que render 120% ou 130% do CDI.

Fundos e poupança

Com a Selic em 4,25% ao ano, os fundos DI ainda perderão para a poupança na maioria dos cenários. É o que mostra uma simulação feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

A poupança nova, que rende 70% da Selic + TR, passa a ter um rendimento de 2,98% ao ano, e de 0,25% ao mês, mas ainda deve perder para a informação. Já são 9 meses seguidos que a modalidade amarga uma queda no poder de compra.

.  Foto: Editoria de Arte
. Foto: Editoria de Arte

Os fundos DI devem um desempenho superior ao da poupança quando suas taxas de administração inferiores a 1% ao ano, mas perderão para as cadernetas quando elas superiores a 1% ao ano.

A poupança antiga, com depósitos anteriores a maio de 2012, tem ganho acima da informação, já que rende 0,5% ao mês mais TR, o que dá 6,17% ao ano.

– A poupança é isenta de imposto de renda e taxa de administração e com a subida da Selic vai ganhar rentabilidade. É uma boa alternativa para aqueles que precisam de um investimento que traga maior liquidez – afirma Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac

De acordo com os especialistas, as duas aplicações são interessantes para quem quer investir no curto prazo e para guardar reservas de emergência. Além delas, há o Tesouro Selic, que possui não taxa de administração, apesar de não ser isento de IR como a poupança.

Títulos do Tesouro

Para um especialista de Rico, dentro do ambiente de renda fixa, o ideal é ter uma maior exposição em aplicações pós-fixadas, que acompanham como taxas de juros, e Tesouro IPCA +.

Ainda existem os títulos públicos prefixados, que pagam uma taxa combinada no momento da aquisição, mas esses apresentam um risco maior, pois o juro básico pode subir acima da taxa prefixada antes do vencimento do papel.

Nesses casos, é necessário prestar atenção ao prazo de vencimento do papel, pois um resgate no momento errado pode fazer você perder dinheiro. Opções de curto prazo com alta rentabilidade podem ser interessantes para compor a carteira.

CDBs

Além do Tesouro Direto, existem Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de bancos médios e pequenos. Como são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma espécie de seguro até o valor de R $ 250 mil por CPF, o dinheiro fica protegido mesmo em caso de calote. Nesses casos, também é necessário alinhar o seu objetivo com o prazo de vencimento do papel.

Outras opções de crédito privado são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Imobiliários (LCIs). Estas também são cobertas pelo FGC e são isentas de IR.

Um dado caso é ver a qualidade do emissor do crédito.

E uma bolsa?

Um ciclo de altas da Selic pode aumentar a rentabilidade da renda fixa, mas está longe de significar um abandono dos investimentos em renda variável para aqueles investidores que aceitam tomar mais riscos.

Por trazer mais riscos, a melhor opção é sempre de diferentes setores e com pouca correlação.

– Para os investidores que têm o perfil de mais risco, não vai fazer tanto sentido ficar fora da Bolsa, mas sim, diversificar dentro da renda variável. Estamos com um mercado com muito mais produto. Mercado está mais acessível, então não vejo uma debandada geral da renda variável – disse Zogbi.

Um ponto pacífico entre os analistas é a busca pela diversificação. Mesmo que você tenha um perfil mais conservador ou mais arrojado, busque sempre alocar seu dinheiro no maior leque de possibilidades que tiver ao seu alcance.

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