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Pandemia
Com transição nos EUA e vacinas contra covid, mercados internacionais têm alta
Ganhos foram impulsionados pelo otimismo dos investidores com esperanças crescentes das vacinas contra a covid-19, após a notícia de que o imunizante da AstraZeneca apresentou eficácia de até 90% e tem fácil capacidade de armazenagem
Estadão
24/11/2020 | 08:54

As principais Bolsas da Ásia e da Oceania fecharam a sessão desta terça-feira, 24, em altas firmes, à medida que o rali para o risco visto na véspera em Wall Street se estendeu aos continentes. O otimismo tem como pano de fundo as notícias de vacinas contra a covid-19 e da transição de poder nos Estados Unidos.

Os ganhos foram impulsionados pelo otimismo dos investidores com as esperanças crescentes das vacinas contra a covid-19, após a notícia de que o imunizante da AstraZeneca, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, apresentou eficácia de até 90% e tem fácil capacidade de armazenagem. A notícia veio na esteira de testes bem-sucedidos da Pfizer e da Moderna, anunciados na semana passada.

Também contribuiu para o ambiente de negócios a sinalização de uma transição mais pacífica nos Estados Unidos, após o presidente Donald Trump ter autorizado o governo a iniciar os protocolos formais de a passagem de poder para a equipe de Joe Biden.

Além disso, a expectativa de que a ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Janet Yellen assuma a secretária do Tesouro americano animou os investidores, à medida que ela advoga por mais estímulos econômicos. “Yellen será uma adição bem-vinda à administração em um momento em que a economia continua a ser adversamente afetada pela covid-19 e precisa de apoio contínuo da política monetária e fiscal”, destacou, em relatório, a economista-chefe para os EUA da High Frequency Economics, Rubeela Farooqi.

Bolsas da Ásia

O grande destaque desses mercados foi o pregão em Tóquio. Fechada na segunda-feira devido a um feriado local, a Bolsa do Japão teve forte avanço. O Nikkei saltou 2,50%, terminando aos 26.165,59 pontos, o maior nível desde maio de 1991. Das 225 empresas do índice, somente 20 não subiram. A Bolsa de Seul fechou em 2.617,76 pontos, valorização de 0,58%. Na Oceania, o índice S&P/ASX 200, de Sydney, foi a 6.644,10 pontos (+1,26%) e o S&P/NZX 50, de Wellington, terminou em 12.553,38 pontos (+0,41%).

A exceção foram os mercados da China, que viveram uma realização de lucros. A Bolsa de Xangai caiu aos 3.402,82 pontos (-0,34%) e a de Shenzhen recuou aos 2.401,03 pontos (-0,34%).

Bolsas da Europa

As Bolsas europeias abandonaram o pessimismo que tomou conta dos negócios na maior parte da semana passada e agora sobem na manhã desta terça-feira, impulsionadas pelos planos do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, da trégua que parece começar a ser dada por Donald Trump e por mais notícias animadoras em relação a vacinas contra a covid-19. O índice intercontinental Stoxx-600 avançava, no começo desta manhã, 0,66%, a 391,42 pontos, puxado pelos setores de viagens (+1,76%), petróleo e gás (+3,40%) e commodities (+1,78%). A expectativa de relaxamento das medidas de restrição de mobilidade no Reino Unido também ajuda nesse movimento. As moedas da região avançam em relação ao dólar.

Às 6h47, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,89%; a de Frankfurt avançava 0,90% e a de Paris tinha alta de 1,25%. Milão ganhava 1,51%, Madri tinha valorização de 1,06% e Lisboa, elevação de 2,04%. No mercado cambial, o euro era cotado a US$ 1,1888, ante US$ 1,1844 do fim da tarde de segunda-feira, 23, e a libra era negociada a US$ 1,3365, de US$ 1,3325 da véspera.

Petróleo

O barril do petróleo Brent atingiu nesta madrugada o maior nível desde março deste ano, na esteira do otimismo do mercado com a chegada de uma vacina contra a covid-19. Cresceu, nos últimos dias, a chance de que a imunização comece a ser aplicada em alguns grupos ainda este ano, após testes bem-sucedidos da Pfizer, da Moderna e da AstraZeneca. Há também, como pano de fundo, a expectativa de que o grupo Opep+, formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, estenda a vigência dos cortes de produção. Às 4h42 (de Brasília), o barril do Brent para janeiro subia a US$ 46,49 (+0,93%), na Intercontinental Exchange. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para igual mês ia para US$ 43,50 (+1,02%).

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