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Wall Street
Com risco de nova onda de infecções por Covid, mercados internacionais têm manhã de queda
Na terça, as Bolsas de Nova York ficaram no vermelho pelo segundo pregão consecutivo, após o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, dizer que será difícil aprovar novos estímulos fiscais antes da eleição
Estadão
15/10/2020 | 08:51

As Bolsas da Ásia fecharam em baixa nesta quinta-feira, 15, mais uma vez seguindo o mau humor de Wall Street, que na terça-feira, 14, teve um segundo dia de perdas diante do impasse em torno de um novo pacote fiscal nos Estados Unidos. Incertezas geradas pela pandemia do novo coronavírus também prejudicam a demanda por ações.

Na terça, as Bolsas de Nova York ficaram no vermelho pelo segundo pregão consecutivo, após o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, dizer que será difícil aprovar novos estímulos fiscais antes da eleição presidencial de 3 de novembro. Mnuchin ressaltou, porém, que foi orientado pelo presidente Donald Trump a continuar negociando com a oposição democrata.

O aumento de casos de infecção por Covid-19, principalmente na Europa e nos EUA, também justifica a aversão por ativos considerados mais arriscados, como ações. França e Portugal anunciaram ontem medidas de restrição para tentar conter a propagação da doença.

Dados publicados durante a madrugada mostraram que a taxa anual de inflação ao consumidor na China desacelerou de 2,4% em agosto para 1,7% em setembro. Já a queda anual dos preços ao produtor na segunda maior economia do mundo se aprofundou um pouco no mesmo período, de 2% para 2,1%.

Bolsas da Ásia

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,51% em Tóquio, a 23.507,23 pontos, enquanto o chinês Xangai Composto recuou 0,26%, a 3.332,18 pontos, e o Hang Seng teve queda mais expressiva em Hong Kong, de 2,06%, a 24.158,54 pontos, pressionado por ações de tecnologia.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi caiu 0,81% nesta quinta, em sua terceira sessão consecutiva de perdas, o Shenzhen Composto – índice chinês de menor abrangência – recuou 0,70%, a 2.274,39 pontos, e o Taiex cedeu 0,71% em Taiwan, a 12.827,82 pontos.

Na Oceania, a Bolsa australiana ignorou o tom negativo da Ásia e ficou no azul. O S&P/ASX avançou 0,50% em Sydney, a 6.210,30 pontos, ajudado pelo setor de energia, que se valorizou 2,5% na esteira do bom desempenho dos preços de petróleo.

Bolsas da Europa

As Bolsas na Europa têm queda generalizada nesta quinta-feira, refletindo o temor do mercado com os impactos econômicos de uma segunda onda da covid-19 e um novo lockdown – até então tido como improvável. Crescem medidas de restrição mais duras para conter o vírus no Velho Continente, com toque de recolher em Paris, enquanto a região ultrapassou os Estados Unidos em novas infecções, batendo o recorde de 100.000 casos por dia. O mau humor dos investidores predomina em um dia chave para o Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), com a data limite imposta pelo primeiro ministro britânico, Boris Johnson, para um acordo com o bloco.

Depois de fecharem em baixa ontem, os mercados abriram no vermelho e acentuaram o ritmo de baixa, alinhados com os índices futuros de Wall Street em meio ao impasse fiscal nos Estados Unidos. Às 6h58 de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 amargava queda de 2,19%, aos 362,52 pontos.

O grave aumento de novos casos de Covid-19 e, como reflexo, as medidas para conter a temida segunda onda minou a esperança dos investidores de que os ativos europeus poderiam ter desempenho melhor, trazendo-os para a realidade. Se antes um novo lockdown na Europa era praticamente descartado, agora, já preocupa – e muito.

Às 6h58, no horário de Brasília, o índice Dax, de Frankfurt, liderava as quedas, com baixa de 2,84%, aos 12.657,60 pontos, em meio à piora da confiança na economia alemã. Em Paris, o índice CAC-40 tinha queda de 2,20%, aos 4.832,98 pontos, após a França decretar toque de recolher na capital francesa e em mais oito cidades para conter uma segunda onda de Covid-19.

O índice FTSE-100, de Londres, operava em queda de 2,27%, aos 5.800,45 pontos, com o setor financeiro contribuindo para a queda. As ações do Lloyds Banking Group tinha baixa de 2,94% enquanto os papéis do Barclays cediam 2,61%. Nas demais praças do Velho Continente, o FTSE-MIB, de Milão, recuava 2,42%, o Ibex-35, de Madri, tinha queda de 2,06% e o PSI-20, de Lisboa, de desvalorizava 1,63%.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo operam em baixa na madrugada desta quinta-feira, seguindo o mau humor das bolsas europeias e dos índices futuros de ações de Nova York, que reagem ao noticiário sobre a covid-19 e a um impasse em torno de um novo pacote fiscal nos EUA. Horas atrás, o petróleo chegou e subir, ampliando os ganhos de mais de 2% da sessão anterior, após o American Petroleum Institute (API) estimar queda no volume de petróleo bruto estocado nos EUA na última semana, de 5,4 milhões de barris. Nesta quinta, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) publica seu levantamento semanal sobre estoques de petróleo dos EUA, que inclui números sobre produção. Às 4h31 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para novembro caía 0,51% na Nymex, a US$ 40,83, enquanto o do Brent para dezembro recuava 0,55% na ICE, a US$ 43,08.

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