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Eleições
Com oposição dispersa, Fátima pavimenta reeleição ao Governo do RN em 2022
Governo Fátima tem cumprido com todas as obrigações impostas ao governo potiguar, o que fica nítido quando se faz paralelo, por exemplo, com o governo anterior, do ex-governador Robinson Faria
Redação
16/01/2021 | 07:34

Faltando menos de dois anos para as próximas eleições, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), “nada de braçada”, na avaliação de analistas políticos. Considerando o cenário atual, a petista caminha para uma reeleição tranquila em 2022, por total ausência de adversários competitivos.

Dois dos nomes que se desenhariam como “fortes” oponentes na disputa, os ministros bolsonaristas Fábio Faria (PSD) e Rogério Marinho estariam mais interessados em disputar uma vaga no Senado do que propriamente disputar a cadeira hoje ocupada pela petista. Para analistas, faltam postulantes de peso, até o momento, para enfrentar a governadora – que tem a administração avaliada positivamente por parcela significativa de potiguares, apontam as pesquisas.

Conforme esses analistas, o governo Fátima tem cumprido com todas as obrigações impostas ao governo potiguar, o que fica nítido quando se faz paralelo, por exemplo, com o governo anterior, do ex-governador Robinson Faria (pai de Fábio Faria).

Diferentemente do antecessor, a petista paga em dia fornecedores e funcionários públicos, contas que Robinson não pagou, o que chega a se tornar proeza quando se leva em consideração que o Estado está quase em estado de insolvência e não sobra recursos para investimentos. Aliás, o primeiro ato de Fátima foi decretar situação de calamidade financeira logo após assumir em 1º de janeiro de 2019.

Neste sentido, tem especial repercussão positiva para a governadora o pagamento dos salários atrasados dos servidores. Parte das folhas salariais herdadas da administração de Robinson Faria já foram quitadas e as duas que ainda estão em aberto começaram a ser pagas no fim desta semana. Profissionais da segurança pública que recebem até R$ 3,5 mil receberam o 13º salário de 2018 nesta sexta-feira 15.

Uma das fontes ouvidas pela reportagem acrescenta que Fátima se destaca por ser “uma governadora simples, que controla o Estado e centraliza as funções estatais na própria Governadoria”, em contraposição ao governo anterior, que era composto por “ilhas e que tinha um governador que tomava café nos shoppings”.

“Fátima governa mesmo, tem uma equipe boa. Tributação e Planejamento são destaques. Ela tem feito um bom governo. Agora, claro, tem a discriminação de quem não gosta do PT, mas é preciso dar o crédito ao governo, porque faz…”, enfatiza um analista.

ÁLVARO DIAS

Apesar do que é ventilado nos bastidores, o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), não estaria disposto a ser candidato a governador, afirma um analista. Com uma atuação bem avaliada no enfrentamento da pandemia – o que foi fundamental para a reeleição do tucano em Natal – Álvaro até poderia representar uma ameaça a Fátima, mas ele tem reafirmado que não renunciará em 2022 para disputar o cargo de governador.

Além disso, o prefeito de Natal teria como principal meta eleger o filho, Adjuto Dias, para deputado estadual, algo que ele não conseguiu em 2018, quando Adjuto ficou na suplência. Adjuto, a propósito, foi nomeado secretário de Trabalho e Assistência Social da Prefeitura de Natal esta semana, cargo considerado “uma Ferrari” quando o assunto é construção de candidatura.

O trabalho de Álvaro Dias nos bastidores seria no sentido de convencer o atual presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), seu colega de partido, a disputar o governo, de modo que, Adjuto eleito deputado estadual, disputaria a presidência da Assembleia, cargo já ocupado por Álvaro durante o governo Garibaldi Filho.

No entanto, existiria uma resistência atual da parte de Ezequiel a disputar cargo majoritário, talvez preferindo permanecer como presidente do Poder Legislativo.

STYVENSON VALENTIM

Suposto pré-candidato azarão, correndo por fora, o senador Styvenson Valentim (Podemos), que teve pré-candidatura lançada, seria uma incógnita, pelo fato de que sua candidatura só depende de si mesmo, tendo em vista que é presidente de partido.

Político antissistema, entretanto, Styvenson tem acumulado desgaste por não estar conseguindo entregar para o Rio Grande do Norte as verbas e obras que os senadores mais tradicionais (leia-se José Agripino e Garibaldi Filho) conseguiam viabilizar para o Estado.

“Ele tem sido apático nesse sentido, mas é um postulante forte até pela musculatura que construiu nas urnas, algo que Fátima e os demais postulantes ao governo não podem descuidar”, diz um analista.

JAIR BOLSONARO

Na avaliação desses observadores da cena política potiguar, o presidente Jair Bolsonaro desfruta, momentaneamente, de força significativa no eleitorado norte-rio-grandense, algo como 20% a 30% de apoio do eleitorado. No entanto, a má gestão presidencial frente à pandemia da Covid-19 poderá pesar negativamente na viabilidade dos candidatos dele no Estado em 2022.

“O cenário de Bolsonaro na pandemia é muito ruim. Vejamos a situação do Amazonas, onde a inoperância do governo é muito forte, batendo cabeça com o governo estadual, sem ação, com pessoas morrendo aos montes. Se Bolsonaro não mudar a gestão da Covid, vai chegar muito fraco em 2022. Veja que Álvaro foi eleito no primeiro turno por imagem de grande gestão que teve na Covid. O povo reconheceu”, finalizou.

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