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Economia
Com impasse fiscal nos EUA, Covid e Brexit, mercados internacionais têm manhã instável
Investidores continuam atentos às negociações entre o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e os democratas sobre um novo pacote de estímulos fiscais, em reação à pandemia do novo coronavírus
Estadão
20/10/2020 | 08:34

As Bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta terça-feira, 20, em meio a persistentes dúvidas sobre a capacidade do governo dos Estados Unidos e da oposição democrata de chegarem a um acordo sobre um novo pacote fiscal e monitorando a disseminação da Covid-19 pelo mundo.

Investidores continuam atentos às negociações entre o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e os democratas sobre um novo pacote de estímulos fiscais, em reação à pandemia do novo coronavírus. Na segunda-feira, 19, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, voltou a se dizer esperançosa de que um acordo seja fechado até o fim desta terça-feira para que haja tempo hábil de um pacote fiscal ser aprovado no Congresso antes das eleições de 3 de novembro. Pelosi e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, retomam as conversas nas próximas horas.

Discordâncias sobre os novos estímulos fiscais levaram as Bolsas de Nova York a fechar com perdas de mais de 1% nos negócios da segunda-feira. Nesta madrugada, porém, os índices futuros de Wall Street sinalizavam recuperação.

Também permanece no radar o avanço da covid-19 em partes do mundo, em especial na Europa e nos EUA. Na segunda, o total global de casos de infecção pela doença ultrapassou 40 milhões.

Bolsas da Ásia 

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,44% em Tóquio, a 23.567,04 pontos, pressionado por ações dos setores ferroviário e automotivo, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,50% em Seul, a 2.358,41 pontos, o Hang Seng teve leve alta de 0,11% em Hong Kong, a 24.569,54 pontos, e o Taiex recuou 0,36% em Taiwan, a 12.862,37 pontos.

Na China continental, os mercados ficaram no azul, embora o banco central do país (PBoC) tenha deixado suas taxas de juros de referência inalteradas pelo sexto mês consecutivo. O Xangai Composto subiu 0,47%, a 3.328,10 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto se valorizou 1,33%, a 2.279,38 pontos.

Na Oceania, a Bolsa australiana se enfraqueceu com as incertezas sobre o pacote fiscal americano. O S&P/ASX 200 caiu 0,72% em Sydney, a 6.184,60 pontos. 

Bolsas da Europa 

Os mercados europeus operam em direções distintas na manhã desta terça-feira, com a tríade covid-19, pacote fiscal americano e Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), pautando o humor dos investidores. Enquanto o recorde de novas infecções no Velho Continente eleva a preocupação quanto a lockdowns nacionais, como anunciou a Irlanda na segunda, o fim do prazo para o acerto de uma nova ajuda nos Estados Unidos mantém o sentimento de cautela.

Às 6h57, no horário de Brasília, o Stoxx-600 – índice que representa 90% das ações europeias – tinha baixa marginal de 0,04%, a 366,64 pontos.

Nos mercados europeus, também às 6h57, o índice CAC-40, de Paris, subia 0,11% e o FTSE-100, de Londres, tinha elevação de 0,16%. Na contramão, em Frankfurt, o DAX-30 apontava queda de 0,35%, após dados mostrarem que os preços ao produtor da Alemanha caíram 1% na comparação anual de setembro, enquanto o PSI-20, de Lisboa, também figurava no vermelho, com baixa de 0,26%. Já o Ibex-35, de Madri, subia 0,85%, na liderança das altas, enquanto o índice FTSE-MIB, de Milão, tinha acréscimo de 0,32%. 

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo operam em baixa na madrugada desta terça-feira, acumulando perdas pela quarta sessão consecutiva, à medida que a disseminação da covid-19, particularmente preocupante na Europa e nos EUA, compromete a perspectiva de recuperação da demanda pela commodity. Ontem, o total global de casos de infecção pela doença ultrapassou 40 milhões. No fim da tarde, investidores vão acompanhar a pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre estoques de petróleo dos EUA. Às 4h45 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para dezembro caía 0,12% na Nymex, a US$ 41,01, enquanto o do Brent para o mesmo mês recuava 0,33% na ICE, a US$ 42,48. 

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