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Consumidor
Com alta de gasolina e conta de luz, prévia da inflação sobe mais que o previsto em agosto
IPCA-15 ficou em 0,89% no mês, maior alta desde 2002, puxado por energia, gás e gasolina
O Globo
25/08/2021 | 10:15

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,89% em agosto, maior taxa para o mês desde 2002. O resultado foi puxado pelo preço da energia, do gás e da gasolina. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira.

Em 12 meses, o índice acumula alta de 9,30%, bem acima do teto da meta, o que eleva a pressão sobre o Banco Central (BC) para ajustes na Selic, a taxa básica de juros, hoje em 5,25% ao ano.

A autonomia do BC para tomar decisões como mexer nos juros será julgada hoje no Supremo Tribunal Federal (STF)

A instituição trabalha com meta de inflação de 3,75% em 2021, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p), de 2,25% a 5,25%.

Como o efeito de uma alteração na Selic leva de seis a nove meses para chegar à economia real, analistas avaliam que a inflação em 2021 ficará acima do teto da meta, mas que cederá em 2022.

O resultado de agosto indica uma aceleração em relação ao IPCA-15 de julho (0,72%). O índice ficou bem acima das projeções para o mês. Analistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,64%.

Também houve forte aumento quando a base de comparação é de 12 meses. No período de um ano encerrado em julho, o indicador acumulava alta de 8,59%.

Os maiores impactos vieram dos grupos Habitação, em que estão energia e gás, e Transportes, no qual estão os combustíveis.

A energia elétrica foi a maior contribuição individual para o índice, com aumento de 5%, especialmente devido à cobrança de taxa extra na conta de luz.

A bandeira tarifária vermelha patamar 2 vigorou nos meses de julho e agosto, mas, a partir de 1º de julho, houve reajuste de 52% no valor adicional dessa bandeira tarifária, que passou a cobrar R$ 9,492 a cada 100 kWh. Antes, o acréscimo era de R$ 6,243

Além disso, a partir de julho, houve reajuste de tarifa em cidades como São Paulo, Porto Alegre e Belém.

Ainda no grupo habitação, o gás de botijão (3,79%) e o gás encanado (0,73%) também subiram. Só no Rio de Janeiro, o reajuste do gás encanado foi de 5,70% em agosto.

Entre os combustíveis, a principal contribuição para a alta do IPCA-15 veio da gasolina, qe subiu 2,05%. No acumulado de 12 meses, o aumento é de 39,52%. Os preços do etanol (2,19%) e do diesel (1,37%) também subiram, enquanto o GNV registrou queda de 0,51%.

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