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Registro

Cientistas registram acasalamento entre três tubarões-leopardo na natureza pela primeira vez

Flagrante raro feito na Nova Caledônia mostra comportamento reprodutivo inédito de espécie ameaçada
Redação
25/09/2025 | 17:15

Um vídeo registrou pela primeira vez na natureza um acasalamento entre três tubarões-leopardo (Stegostoma tigrinum), dois machos e uma fêmea, nas águas da Nova Caledônia, território francês no Pacífico. O flagrante foi feito pelo biólogo marinho Hugo Lassauce, da University of the Sunshine Coast, da Austrália, em parceria com o Aquarium des Lagons, localizado em Nouméa, capital do território.

“Então, enquanto eu observava esse grupo em especial, vi uma fêmea com dois machos agarrando suas nadadeiras peitorais no fundo do mar”, afirmou Lassauce em comunicado. Ele relata que já havia visto machos perseguindo fêmeas, mas nunca o processo inteiro.

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Cientistas registram acasalamento entre três tubarões-leopardo na natureza pela primeira vez - Foto: Hugo Lassauce-UniSC-Aquarium des Lagons

Segundo o pesquisador, foi necessário aguardar para conseguir capturar o momento exato. “Esperei uma hora, congelando na água, até que finalmente começaram a se mover. Foi rápido para os dois machos, um depois do outro. O primeiro levou 63 segundos [para acasalar], o outro 47.”

Após o acasalamento, os machos permaneceram imóveis no fundo do mar, enquanto a fêmea nadou para longe. Os animais já haviam sido identificados em mergulhos anteriores, desde 2018.

O tubarão-leopardo, também conhecido como tubarão-zebra, nasce com listras que se transformam em pintas ao longo da vida. A espécie ocorre em águas costeiras de todo o Indo-Pacífico, do leste da África até as ilhas do Pacífico, incluindo a costa australiana.

A espécie está na lista de animais ameaçados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Até agora, a maior parte dos dados sobre sua reprodução era baseada em observações de tubarões mantidos em cativeiro.

A pesquisadora Christine Dudgeon, coautora do estudo e especialista em ecologia marinha, afirmou que o vídeo documenta um comportamento ainda não observado. O flagrante traz dados inéditos sobre esses animais que costumam ser solitários.