“Só o que a gente vê é o desrespeito com os ciclistas, tanto por parte dos motoristas, que não respeitam os ciclistas como pessoas que usam a bike para ir ao trabalho, lazer, esporte. E também por parte dos dirigentes, falta eles perceberem que existem vidas em risco a todo momento”, relatou o ciclista Sergio Ítalo.
Muitos dos ciclistas que trafegam por trechos da BR-101 relatam que já sofreram algum acidente enquanto andavam de bicicleta ou não se acidentaram por pouco. A ciclista Juliana Dantas informou que em uma mesma semana duas situações perigosas aconteceram com ela.

“Tava eu e minha amiga, e a traseira de um ônibus deu um toque no braço dela, ela jogou a bike em cima de mim e eu fui arremessada no mato. Machuquei meu ombro, meu pescoço e tive umas escoriações no braço. O motorista passou em cima da faixa branca, acho que ele tava bem mal intencionado, todo dia a gente arrisca a vida”, detalhou Juliana.
Os problemas relatados pelos ciclistas vão desde a má manutenção das vias, que geralmente não possui acostamento, a inexistência de uma ciclovia nas ruas da cidade e também a falta de respeito dos condutores de veículos automotores com os ciclistas, que acabam correndo risco de vida.
“A cidade cresceu sem o planejamento para ciclista, então ter esse espaço é complicado. A prefeitura ainda implementou a ciclofaixa, que foi uma coisa positiva. O que eu vejo agora é um problema de educação dos motoristas. Você tem uma ciclofaixa só para ônibus e bicicleta, mas toda hora os carros invadem. Nós somos na ciclofaixa o elemento mais frágil, e o código de trânsito brasileiro valoriza a vida, não o fluxo de trânsito”, disse o ciclista Flávio.
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