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Finanças
Cesta básica: Natal tem 2ª maior alta entre capitais no acumulado do ano
IApesar de aumento considerável, cesta na capital potiguar ainda é uma das mais baixas do país, estimada em R$ 478,23, ficando acima apenas de Recife, Aracaju e Salvador. Estudo, divulgado nesta sexta (7), é realizado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) com 17 das 26 capitais
Redação
08/05/2021 | 08:42

O custo médio da cesta básica de alimentos em Natal teve o segundo maior aumento entres as 17 capitais analisadas, no acumulado de 2021, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. O estudo é realizado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

disso, a cesta na capital potiguar ainda é uma das mais baixas do país, estimada em R$ 478,23, ficando acima apenas de Recife Aracaju e Salvador. Entre março e abril, o crescimento foi de apenas 0,14%. No geral, o valor da cesta básica aumentou em 15 cidades e diminuiu em outras duas, neste período.

As maiores altas foram registradas em Campo Grande (6,02%), João Pessoa (2,41%), Vitória (2,36%) e Recife (2,21%). As capitais onde ocorreram as quedas foram Belém (-1,92%) e Salvador (-0,81%). A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 634,53), seguida pelas de São Paulo (R$ 632,61), Porto Alegre (R$ 626,11) e Rio de Janeiro (R$ 622,04).

As cidades em que a cesta teve menor custo foram Aracaju (R$ 469,66) e Salvador (R$ 457,56). Em 12 meses – comparando o custo em abril de 2020 e abril deste ano -, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento.

maiores taxas foram observadas em Brasília (24,65%), Florianópolis (21,14%), Porto Alegre (18,80%) e em Campo Grande (18,27%). No acumulado dos quatro meses de 2021, as capitais com as maiores altas foram Curitiba (8%), Natal (4,24%), Aracaju (3,64%), João Pessoa (3,13%) e Florianópolis (3,08%). A principal queda, no mesmo período, foi de 4,49%, em Salvador.

Com base na cesta mais cara que, no mês de abril, foi a de Florianópolis, o DIEESE estimou que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.330,69, valor que corresponde a 4,85 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Em março, quando a cesta mais cara também foi a de Florianópolis, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.315,74 ou 4,83 vezes o piso em vigor. Levando em conta as 17 capitais, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em abril, ficou em 110 horas e 38 minutos, maior do que em março, quando foi de 109 horas e 18 minutos.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em abril, na média, 54,36% do salário-mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em março, o percentual foi de 53,71%.

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