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Cesta básica em Natal compromete 44,55% do salário do trabalhador
Preço da cesta básica em Natal foi de R$ 430,66 no mês de julho, o quarto menor valor entre as 17 capitais brasileiras analisadas pelo levantamento feito pelo Dieese; Entidade apontou, ainda, que o custo da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais brasileiras analisadas, sendo a mais cara encontrada a de Curitiba, onde o preço foi de R$ 526,14
Redação
06/08/2020 | 23:08

O preço da cesta básica em Natal caiu 2,67% no mês de julho ao se comparar com maio, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor total da cesta ficou em R$ 430,66, o quarto menor entre as 17 capitais brasileiras onde o levantamento foi feito.

De acordo com o Dieese, a capital potiguar ficou atrás de Aracaju (SE), com R$ 392,75 , Salvador (BA), que ficou com R$ 415,22, e de João Pessoa (PB), R$ 417,75.

Ainda em Natal, o produto que apresentou a maior redução no preço foi o tomate, que teve queda de 21,77% no preço. Em contrapartida, a maior alta foi a do leite, que subiu 8,59%.

O Dieese apontou, ainda, que o custo da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais analisadas. Nas outras quatro capitais, o custo subiu. Entre as capitais analisadas, a cesta básica mais cara encontrada foi a de Curitiba, onde o preço médio estava em torno de R$ 526,14; seguida por São Paulo, com custo médio de R$ 524,74. A cesta mais barata era a de Aracaju, com preço médio de R$ 392,75.

O Dieese também calculou o custo médio da cesta básica em relação ao salário e o tempo de trabalho. Em Natal, o trabalhador remunerado com o salário mínimo compromete 90 horas e 40 minutos da jornada mensal para conseguir comprar os produtos da cesta. Ou seja, o valor médio dos produtos que compõem a básica representa 44,55% do salário do trabalhador.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o patógeno causador da Covid-19, o Dieese suspendeu a coleta presencial de preços e começou a coletar os preços por meio de telefone, aplicativos de entrega, email e consultas na internet. Com a dificuldade para coletar esses dados, a amostra teve que ser reduzida. Somente na capital paulista a coleta continua sendo feita de forma presencial.

“Entretanto, é importante levar em consideração que as variações devem ser relativizadas, uma vez que os preços médios observados são resultado não só da atual conjuntura, mas do fato de não ter sido possível seguir à risca a metodologia da pesquisa. Sem a coleta presencial, os preços podem estar subestimados ou superestimados”, explicou a entidade.

O Dieese também ressaltou que os dados captados pela internet referem-se em geral às grandes redes varejistas com lojas online. Outro problema que pode interferir no preço é o fato de que os produtos podem ser de marcas diferentes das que eram habitualmente coletadas na pesquisa presencial.

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