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Dados
Casos de violência doméstica crescem 258% no RN durante a pandemia, aponta estudo
Durante o atual período de isolamento social, os serviços do sistema público de segurança Estado registraram 739 casos de violência doméstica, segundo estudo feito pelo Observatório da Violência Letal e Intencional do Rio Grande do Norte
Redação
25/05/2020 | 05:05

Os casos de violência doméstica tiveram aumento de 258,7% no Rio Grande do Norte desde o início das medidas de isolamento social, entre os dias 12 de março e 18 de maio, ao se comparar com o mesmo período de 2019. Os números fazem parte de um estudo do Observatório da Violência Letal e Intencional do Rio Grande do Norte (OBVIO).

No atual período de isolamento social, o sistema estadual de segurança registrou 739 casos de violência doméstica durante os 68 dias analisados. Ou seja, a média é 10 agressões casos por dia. No ano de 2019, durante o mesmo espaço de tempo, as agressões somaram 206 casos, o que representa três atos violentos durante as 24 horas.

Segundo Ivênio Hermes, coordenador do Obvio, os dados mostram a importância de se investir em propagandas de conscientização e de ajuda para as mulheres agredidas. “A violência doméstica é um crime que pouco depende da ação ostensiva da segurança pública. Este delito tem aumentado porque o agressor passa mais tempo dentro de casa, juntamente com a potencial vítima, portanto é necessário reforçar os meios de denúncia para aparelhar as vítimas”, disse.

Além dos casos de violência doméstica, os casos de tentativa de homicídio também tiveram alta durante os 68 dias avaliados pelo Obvio. O registro foi de alta de 300% neste tipo de ação criminosa. Entre 12 de março e 18 de maio deste ano, foram 48 tentativas de assassinato e, em 2019, foram 12 registros.

Sobre o aumento dos números de tentativas de homicídio, Ivênio Hermes esclarece que eles estão ligados às ações de facções criminosas relacionadas ao consumo de drogas. “Essas facções estão sendo impulsionadas a fazer outro tipo de mercado, porque o comércio da droga está minimizado, por falta de circulação de usuários. Então, eles buscam novas formas de agir, que se convertem no aumento de latrocínios e em tentativas de homicídio, seja por meio de disputas entre si ou porque buscam novas formas de cometimento de crimes”, explica.

O estudo apresenta também como tem se comportado a distribuição da violência por bairros de Natal durante o distanciamento social, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados revelam que em bairros com maior poder aquisitivo, como Petrópolis, Tirol, Capim Macio e Ponta Negra, o número de ocorrência se manteve bastante reduzido em ambos os períodos.

Houve reduções ainda em bairros como Lagoa Nova, Cidade da Esperança, Barro Vermelho e Cidade Nova. Entretanto, bairros com menor poder aquisitivo como Mãe Luiza, Potengi, Pajuçara, Nossa Senhora da Apresentação e Lagoa Azul, apresentaram aumento em todos os níveis de violência durante o período analisado.

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