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Desdobramento
Caso Marielle: Entenda a relação da prisão do ex-vereador Girão com o assassinato da vereadora
Polícia Civil acredita que, com operação de hoje, está próxima de descobrir quem mandou matar parlamentar e o motorista Anderson Gomes
O Globo
30/07/2021 | 11:49

A prisão de Cristiano Girão, ex-vereador, ex-bombeiro e ex-chefe da milícia de Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira, pela Polícia Civil do Rio pode acelerar na elucidação completa do Caso Marielle. Estão sendo feitas buscas e apreensões em 14 locais, no Rio e São Paulo, pelos agentes da Delegacia de Homicídio da Capital (DHC), que devem trazer mais provas de que a ordem para matar a vereadora Marielle Franco (PSOL), tenha partido de Girão. Por enquanto, o vínculo mais forte é de que o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, réu no duplo homicídio, teria sido o responsável pela execução do ex-policial André Henrique da Silva Souza, o André Zóio, e sua companheira, Juliana Sales de Oliveira, de 27 anos, crimes ocorridos em 14 de junho de 2014. Girão é apontado como o contatante de Lessa para o crime.

A Força-Tarefa do Caso Marielle e Anderson (FTMA) do Ministério Público do Rio (MPRJ) e a DHC pediram à justiça a prisão de Girão e Lessa pela morte de Zóio, no início do mês. Na época em que os pedidos forma feitos, estavam à frente do Caso Marielle as promotoras Simone Sibílio e Letícia Emile, e o delegado Moysés Santana, exonerado do cargo. As promotoras entregaram os cargos alegando “interferências externas” no caso. As investigações apontam que a razão do ex-vereador mandar matar Zóio foi uma disputa pelo controle da Gardênia. A prisão de Girão foi feita pelo atual titular da DHC, Henrique Damasceno. Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz do 3º Tribunal do Júri, Alexandre Abrahão.

André Henrique da Silva Souza, o Zoio, ex-PM vítima de uma emboscada na Gardênia Azul Foto: Reprodução
André Henrique da Silva Souza, o Zoio, ex-PM vítima de uma emboscada na Gardênia Azul Foto: Reprodução

A operação é vista na polícia como um passo decisivo na elucidação do caso Marielle. Os investigadores acreditam que as buscas em celulares e computadores de Girão e de cúmplices, alvos da operação, possam trazer as evidências que faltam para fechar o caso. A vereadora e seu motorista Anderson Gomes foram executados numa emboscada em março de 2018. Autorizada pelo juiz Alexandre Abrahão, do 3º Tribunal do Júri, a prisão de hoje junta, num mesmo episódio, Girão, um dos personagens denunciados pela CPI das Milícias, conduzida em 2008 pelo então deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), e Lessa, um dos acusados pela execução de Marielle Franco. A parlamentar era ex-assessora e afilhada política de Freixo. Era ela quem ouvia as famílias, vítimas da ação de milicianos, à época da CPI.

Policiais cumprem mandado de busca e apreensão na casa onde estava o ex-vereador Cristiano Girão, em Arujá (SP) em 09/09/2020 Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Policiais cumprem mandado de busca e apreensão na casa onde estava o ex-vereador Cristiano Girão, em Arujá (SP) em 09/09/2020 Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Embora Girão more com a atual mulher em São Paulo desde que foi solto em 2017, ele não teria desistido de manter o controle da Gardênia. Segundo um informante da DH, cujo nome está sendo mantido em sigilo, André Zóio morreu porque estaria desafiando Girão, aproveitando-se de sua ausência para assumir o poder na região. No entanto, segundo a polícia, num acordo feito em 2017, Girão deixou o comando da favela com o seu subordinado Leandro Siqueira de Assis, conhecido como Leandro Cabeção ou Gargalhone. O ex-vereador, no entanto, continua tendo vínculos com a Gardênia de onde recebe aluguéis de pelo menos 100 imóveis.

O pedido de prisão de Girão foi feito ao juiz do 3º Tribunal do Júri, Alexandre Abrahão, antes de as promotoras da FTMA Simone Sibílio e Letícia Emile pedirem para sair do caso, e da exoneração do titular da DH Moysés Santana. As investigações já estavam concluídas desde a semana passada. Segundo fontes, as promotoras deixaram os cargos alegando “interferências externas” da Polícia Civil no MPRJ. Já Santana foi substituído pelo delegado Henrique Damasceno.

Leandro Siqueira de Assis, o Leandro Cabeção ou Gargalhone, subordinado de Girão Foto: Reprodução
Leandro Siqueira de Assis, o Leandro Cabeção ou Gargalhone, subordinado de Girão Foto: Reprodução

Em setembro do ano passado, Girão e Gargalhone foram alvos da operação Déjà vu, que apreendeu documentos da casa de ambos. As provas, somadas ao depoimento da testemunha, foram suficientes para convencer o juiz da 4ª Vara Criminal do Rio, Gustavo Kalil, a expedir os mandados de prisão dos dois e do sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa. Dos três, apenas Girão se encontrava solto.

Morte em emboscada Foto: Editoria de Arte
Morte em emboscada Foto: Editoria de Arte

André Zóio e a companheira Juliana Sales de Oliveira sofreram uma emboscada na Gardênia quando o miliciano a levava para o trabalho. O casal foi morto com 40 tiros dentro de um Honda Civic prata, dirigido por Zóio, que foi fechado por uma Fiat Doblo prata ocupada por três homens em frente à sede da Associação de Moradores local.

Veículo onde estavam Zóio e a mulher com marcas de tiros: para a polícia, crime teve a assinatura de Ronie Lessa Foto: Thiago Lontra em 14/06/2014 / Agência O Globo
Veículo onde estavam Zóio e a mulher com marcas de tiros: para a polícia, crime teve a assinatura de Ronie Lessa Foto: Thiago Lontra em 14/06/2014 / Agência O Globo

As investigações sobre a morte do casal chegaram aos suspeitos Girão e Lessa após o resultado da quebra do sigilo de dados telemáticos do policial, autorizada pelo juiz Gustavo Kalil devido ao caso Marielle. Lessa é réu junto com o ex-PM Élcio de Queiroz como autor dos homicídios da parlamentar e de Anderson. Chamou a atenção dos investigadores o fato de o sargento reformado ter usado o buscador Google para pesquisar, em 2018, a morte de Zóio e de Juliana. Foi o fio da meada para apurarem o motivo do interesse do acusado de matar Marielle no crime do suposto rival de Girão. Provavelmente, para saber, por meio da imprensa, o que a polícia havia investigado até então.

Morte de Robocop: peritos na cena do crime, que aconteceu em plena tarde em um bar no Anil, em 2019 Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO
Morte de Robocop: peritos na cena do crime, que aconteceu em plena tarde em um bar no Anil, em 2019 Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO

Entre os investigados pela DH e o MP, também estão o ex-policial civil Wallace de Almeida Pires, vulgo Robocop (morto em julho de 2019); Luiz Paulo de Lemos Júnior, o Chupeta ou Juninho; e o PM Fábio Santana, o Fabio Caveira. Fábio já foi preso pelo desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro, ocorrido em junho de 2008.

Robocop era apontado como sócio de Girão no comando da organização criminosa. Ele teve a prisão preventiva decretada em dezembro de 2009, durante a Operação Perfume de Gardênia, e foi expulso da Polícia Civil em 2012, sob a acusação de integrar a organização criminosa. Em julho do ano passado, Robocop e o PM João Ricardo Silva de Souza, do 18º BPM, foram assassinados com pelo menos 18 tiros no bar conhecido como Pensão da Jô, na Rua Soldado Genaro Pedro Lima, no bairro do Anil, em Jacarepaguá, vizinho à Gardênia Azul. Uma das linhas de investigação da polícia é que ambos possam ter sido mortos como queima de arquivo.

Ronie Lessa: para polícia, ele teria envolvimento em duas execuções Foto: Editoria de Arte
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Perito analisa marcas de tiros no carro em que foram mortos a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Pedro Gomes em 15/03/2018 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
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Disputa territorial entre milicianos Foto: Editoria de Arte
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Wallace de Almeida Pires, o Robocop, era apontado como sócio e de Girão e foi morto em 2019 Foto: Reprodução
Wallace de Almeida Pires, o Robocop, era apontado como sócio e de Girão e foi morto em 2019 Foto: Reprodução
Rua da Gardênia Azul: área sempre foi cobiçada por milicianos Foto: Fabiano Rocha em 19/09/2019 / Agência O Globo
Rua da Gardênia Azul: área sempre foi cobiçada por milicianos Foto: Fabiano Rocha em 19/09/2019 / Agência O Globo
Envolvimento no caso Marielle Foto: Editoria de Arte
Envolvimento no caso Marielle Foto: Editoria de Arte
Eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL em 2016, com 46 mil votos (a quinta candidata mais bem votada do município), Marielle Franco teve o mandato interrompido por 13 tiros na noite de 14 de março de 2018, num atentado que vitimou também seu motorista Anderson Gomes Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL em 2016, com 46 mil votos (a quinta candidata mais bem votada do município), Marielle Franco teve o mandato interrompido por 13 tiros na noite de 14 de março de 2018, num atentado que vitimou também seu motorista Anderson Gomes Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Suel, sargento do Corpo de Bombeiros, de 44 anos, teria cedido carro para esconder armas de Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco. De acordo com os investigadores, coube ao bombeiro ajudar, logo após a prisão do sargento, no descarte das armas escondidas por Lessa Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo - 10/06/2020
Suel, sargento do Corpo de Bombeiros, de 44 anos, teria cedido carro para esconder armas de Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco. De acordo com os investigadores, coube ao bombeiro ajudar, logo após a prisão do sargento, no descarte das armas escondidas por Lessa Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo – 10/06/2020
Leonardo Gouvea da Silva , o Mad, é substituto do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adriano Magalhães da Nóbrega, assassinado em janeiro, à frente da organização criminosa de assassinos de aluguel, ligada à execução da vereadora Marielle Franco. Mad foi preso dia 30 de junho Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo - 30/06/2020
Leonardo Gouvea da Silva , o Mad, é substituto do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adriano Magalhães da Nóbrega, assassinado em janeiro, à frente da organização criminosa de assassinos de aluguel, ligada à execução da vereadora Marielle Franco. Mad foi preso dia 30 de junho Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo – 30/06/2020
Marcada com o número 1, a casa 58 pertence a Jair Bolsonaro, no Vivendas da Barra; o imóvel fica perto da casa 66, marcada com o 2, de Ronnie Lessa. O outro suspeito do crime disse que iria à casa de Bolsonaro Foto: Arquivo O Globo
Marcada com o número 1, a casa 58 pertence a Jair Bolsonaro, no Vivendas da Barra; o imóvel fica perto da casa 66, marcada com o 2, de Ronnie Lessa. O outro suspeito do crime disse que iria à casa de Bolsonaro Foto: Arquivo O Globo
Registro da portaria do condomínio onde o então deputado Jair Bolsonaro morava à época do crime – antes de ser eleito presidente – aponta a entrada de Élcio Queiroz (foto), ex-PM preso por envolvimento da vereadora Marielle Franco, para a casa 58, de Bolsonaro Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
Registro da portaria do condomínio onde o então deputado Jair Bolsonaro morava à época do crime – antes de ser eleito presidente – aponta a entrada de Élcio Queiroz (foto), ex-PM preso por envolvimento da vereadora Marielle Franco, para a casa 58, de Bolsonaro Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
O PM reformado Ronnie Lessa, à esquerda, e o ex-PM Élcio Queiroz. Os dois foram presos em março deste ano, acusados de participarem da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018 Foto: Agência O Globo
O PM reformado Ronnie Lessa, à esquerda, e o ex-PM Élcio Queiroz. Os dois foram presos em março deste ano, acusados de participarem da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018 Foto: Agência O Globo
Prisão de Elaine de Figueiredo Lessa (centro), um dos alvos da operação
Prisão de Elaine de Figueiredo Lessa (centro), um dos alvos da operação “Submersus”. Elaine é esposa do PM reformado Ronnie Lessa, que é apontado como o assassino da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
O sargento reformado Ronnie Lessa é apontado como o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
O sargento reformado Ronnie Lessa é apontado como o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram presos em março de 2019, na Operação Lume. A motivação do crime, segundo as investigações, seria o avanço de ações comunitárias da vereadora na Zona Oeste, região de atuação de milícias Foto: Reprodução
Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram presos em março de 2019, na Operação Lume. A motivação do crime, segundo as investigações, seria o avanço de ações comunitárias da vereadora na Zona Oeste, região de atuação de milícias Foto: Reprodução
O bombeiro Maxwell Simões Correa, conhecido como Suel (de boné vermelho) prestou depoimento na Delegacia de Homicídios na Barra da Tijuca. Ele foi um dos alvos da Operação Lume Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
O bombeiro Maxwell Simões Correa, conhecido como Suel (de boné vermelho) prestou depoimento na Delegacia de Homicídios na Barra da Tijuca. Ele foi um dos alvos da Operação Lume Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Na casa de Suel, os policiais apreenderam uma réplica de fuzil e documentos Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Na casa de Suel, os policiais apreenderam uma réplica de fuzil e documentos Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Na Operação Lume, também foi preso Alexandre Motta, solto posteriormente pela Justiça Foto: Márcio Alves / Agência O Globo
Na Operação Lume, também foi preso Alexandre Motta, solto posteriormente pela Justiça Foto: Márcio Alves / Agência O Globo
Na casa de Alexandre, foram apreendidos 117 fuzis desmontados. Alexandre declarou que guardava o material a pedido do amigo Ronnie Lessa Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Na casa de Alexandre, foram apreendidos 117 fuzis desmontados. Alexandre declarou que guardava o material a pedido do amigo Ronnie Lessa Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
O sargento PM Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, foi preso na Operação Entourage, desdobramento da investigação das mortes de Marielle e Anderson. Ferreirinha chegou a ser considerado a principal testemunha do inquérito dos assassinatos de Marielle e Anderson. Ele é apontado pela Polícia Federal como o responsável por atrapalhar a investigação Foto: Reprodução / Reprodução
O sargento PM Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, foi preso na Operação Entourage, desdobramento da investigação das mortes de Marielle e Anderson. Ferreirinha chegou a ser considerado a principal testemunha do inquérito dos assassinatos de Marielle e Anderson. Ele é apontado pela Polícia Federal como o responsável por atrapalhar a investigação Foto: Reprodução / Reprodução
Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, é acusado de comandar milícia que atua em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Foi apontado pelo PM Ferreirinha como um dos mandantes das mortes de Marielle e Anderson Foto: Reprodução / Reprodução
Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, é acusado de comandar milícia que atua em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Foi apontado pelo PM Ferreirinha como um dos mandantes das mortes de Marielle e Anderson Foto: Reprodução / Reprodução
Outro desdobramento da investigação das mortes de Marielle e Anderson desencadeou a Operação Intocáveis, em janeiro deste ano. O major Ronald Paulo Alves Pereira foi um dos cinco presos. Ele é suspeito de chefiar uma milícia que age em grilagem de terras na Zona Oeste do Rio. A polícia considera a prisão do major estratégica para a investigação Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Outro desdobramento da investigação das mortes de Marielle e Anderson desencadeou a Operação Intocáveis, em janeiro deste ano. O major Ronald Paulo Alves Pereira foi um dos cinco presos. Ele é suspeito de chefiar uma milícia que age em grilagem de terras na Zona Oeste do Rio. A polícia considera a prisão do major estratégica para a investigação Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
O ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, foragido da Justiça, é suspeito de chefiar o grupo paramilitar Escritório do Crime Foto: Divulgação
O ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, foragido da Justiça, é suspeito de chefiar o grupo paramilitar Escritório do Crime Foto: Divulgação
Um dos investigados na Operação Intocáveis é Jorge Alberto Moreth, conhecido como Beto Bomba. Foragido desde janeiro, ele se entregou à polícia no dia 25 de maio. Beto Bomba é ex-presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio, e apontado como um dos líderes da milícia que atua na região. A polícia investiga o grupo criminoso conhecido como Escritório do Crime, apontado como a mais letal e secreta falange de pistoleiros da cidade Foto: Reprodução
Um dos investigados na Operação Intocáveis é Jorge Alberto Moreth, conhecido como Beto Bomba. Foragido desde janeiro, ele se entregou à polícia no dia 25 de maio. Beto Bomba é ex-presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio, e apontado como um dos líderes da milícia que atua na região. A polícia investiga o grupo criminoso conhecido como Escritório do Crime, apontado como a mais letal e secreta falange de pistoleiros da cidade Foto: Reprodução
Familiares de Marielle Franco chegam ao Ministério Público para coletiva sobre a prisão dos executores da vereadora e do motorista Anderson Gomes. Na foto, Antonio da Silva Neto, pai de Marielle; Luyara, filha; e Anielle Silva, irmã da vereadora Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Familiares de Marielle Franco chegam ao Ministério Público para coletiva sobre a prisão dos executores da vereadora e do motorista Anderson Gomes. Na foto, Antonio da Silva Neto, pai de Marielle; Luyara, filha; e Anielle Silva, irmã da vereadora Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Marielle Franco e Anderson Gomes, mortos em março de 2018 Foto: Reprodução
Marielle Franco e Anderson Gomes, mortos em março de 2018 Foto: Reprodução
Suel ao ser preso em casa, na Barra da Tijuca, por policiais civis e promotores do MPRJ, em junho de 2020 Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo
Suel ao ser preso em casa, na Barra da Tijuca, por policiais civis e promotores do MPRJ, em junho de 2020 Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo
Cristiano Girão Foto: Editoria de Arte
Cristiano Girão Foto: Editoria de Arte
Girão ao depoir na CPI das Milícias em 09/09/2008 Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Girão ao depoir na CPI das Milícias em 09/09/2008 Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Girão ao tomar posse como vereador do Rio em 01-01-2009 Foto: Michel Filho / Agência O Globo
Girão ao tomar posse como vereador do Rio em 01-01-2009 Foto: Michel Filho / Agência O Globo
O então vereador Girão em reunião como moradores da Gardênia Azul em 15/01/2009 Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo
O então vereador Girão em reunião como moradores da Gardênia Azul em 15/01/2009 Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo
Domingos Brazão ao chegar à DH para prestar depoimento sobre a morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes em 18/06/2018 Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Domingos Brazão ao chegar à DH para prestar depoimento sobre a morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes em 18/06/2018 Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
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