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Investigação
Caso Henry: mensagens no celular da babá mostram rotina de violência; menino ficou mancando após surra
Segundo investigações, na véspera da morte, o menino não deixou mãe lavar a cabeça porque estava doendo
Metrópoles
08/04/2021 | 13:07

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou, na tarde desta quinta-feira 8, que a babá do menino Henry Borel Medeiros, 4 anos, Thayná de Oliveira Ferreira, foi peça fundamental para investigar a morte da criança e descartar a hipótese de acidente doméstico do caso.

“Surgiu fato de agressões pretéritas. Achamos oportuno fazer a busca e apreensão. Em um dos laudo do telefone da mãe, encontramos prints de conversa de 2 de fevereiro. É uma conversa da mãe e baba relatando rotina de violência. A babá fala que Henry relatou que levou uma banda do padrasto. A mãe tinha obrigação legal de afastar o menino do padrasto”, afirmou o delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), em coletiva de imprensa.

Segundo o delegado, a mãe protegeu o assassino do filho e concordou com o resultado. “Ela ficou firme do lado dele. O Henry ficou mancando. Na hora do banho, o Henry não deixou lavar a cabeça porque estava doendo. A família harmoniosa era uma farsa”, continuou.

Segundo Damasceno, a apuração do caso começou como um acidente doméstico e, 30 dias depois, as evidências apontaram para tortura e homicídio qualificado, com o indiciamento da mãe da vítima, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e do namorado dela, o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade). Mesmo com o indiciamento, o caso segue em apuração.

“Essa ocorrência foi comunicada como acidente doméstico. Com a vinda do laudo cadavérico, havia múltiplas lesões, o que demandava inúmeras diligências e o máximo de provas. Depois, tive os depoimentos da mãe e padrasto, longos, com máximo de detalhes. Ali ficou claro que o Henry foi entregue pelo pai, vomitou e não apresentava qualquer lesão ou queixa”, completou o delegado.

Ainda segundo Damasceno, havia “uma foto de antes em que ele dormia, ele sorria”. “Ele chegou morto ao hospital. Estavam com ele, a mãe e o padrasto. Os depoimentos eram de que a família era harmoniosa”, disse.

O responsável pela investigação afirmou que a baba mentiu. “O depoimento dela foi longo, ela disse que a relação era harmoniosa. As circunstâncias serão investigadas. Ela pode ser indiciada por falso testemunho”, finalizou.

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