Moradores, empresários e motoristas denunciam as condições de uma rua localizada no bairro Parque de Exposições, em Parnamirim, marcada por buracos, alagamentos e excesso de poeira. Segundo os relatos, os problemas são antigos e afetam diariamente quem utiliza a via, que dá acesso à BR e é usada por trabalhadores, moradores, caminhões, veículos particulares, motocicletas e ambulâncias.
De acordo com os relatos, logo no início da rua há uma lagoa formada sobre a pista, dificultando a passagem dos veículos. O trecho é utilizado por quem segue para a Base Aérea, para o bairro Parque de Exposições e outras regiões da cidade. Em razão das condições da via, motoristas e motociclistas chegam a utilizar a calçada para conseguir atravessar o local.

Ao longo da rua, os buracos também comprometem o tráfego. Segundo os moradores e empresários, veículos frequentemente sofrem danos, como quebra de peças, e há registros de caminhões atolados. Ambulâncias que prestam atendimento na região também utilizam a via.
Outro problema apontado é a poeira levantada pelo tráfego. Conforme os relatos, um empresário instalou dois tonéis com uma bomba de construção para molhar constantemente a pista, na tentativa de evitar que a poeira entre no estabelecimento. Ainda segundo os denunciantes, a medida é necessária porque o vento espalha o material para o interior da empresa.
Os moradores afirmam ainda que diversas placas de veículos ficam perdidas na lagoa formada na rua em razão dos buracos existentes no local. Para reduzir os prejuízos provocados pela poeira, o proprietário da empresa também construiu uma sala específica para abrigar máquinas computadorizadas, evitando que os equipamentos sejam danificados. As demais máquinas permanecem cobertas por lonas quando não estão em operação.

Empresário instalado na via, José Ivanilson afirma que a situação compromete o funcionamento da empresa e gera prejuízos. “Eu sou um pagador de imposto, tenho muitos funcionários trabalhando aqui e eu estou com uma situação insustentável, eu não consigo mais trabalhar, porque colocaram rejeito de asfalto aqui e, quando dá o sol que seca, esse vento vem, levanta poeira e entra todo direito na minha empresa.”
Segundo ele, o alagamento também é um problema antigo. “Temos também aqui essa lagoa que faz muitos anos que vive nessa situação, muitos carros caem ali dentro, arranca para-choque, placa. É uma situação difícil, solução zero. É um problema crônico.”
O empresário afirma que a poeira prejudica diretamente os serviços prestados pela empresa e afeta as condições de trabalho dos funcionários. “Há muitos anos que a gente vem se arrastando nessa situação aqui e eu não estou com condições mais de trabalhar. A poeira entra dentro da minha empresa, a gente pinta uma peça, essa peça ou essa máquina enche de poeira, porque a tinta está mole, a poeira pega. Se a pessoa limpa o balcão, de repente enche de poeira. Sem falar na questão da saúde também dos funcionários que estão trabalhando.”

Ele relata ainda que os trabalhadores passaram a utilizar máscaras durante o expediente. “O pessoal está trabalhando de máscara, porque não suporta. Isso aqui é rejeito de asfalto que colocaram aqui. Eles tiram asfalto de outra localidade e colocam aqui, tipo uma terraplanagem, mas isso não funciona.”
Moradores da região também relatam dificuldades para transitar pela rua, principalmente durante o período de chuvas. A Prefeitura de Parnamirim não havia se pronunciado até o fechamento desta matéria.