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Mercado
Com negociações do Brexit, Bolsas da Europa têm alta; Ásia fecha instável, com covid no radar
Na China, a Bolsa de Xangai registrou ganho de 0,66%, a 3.369,12 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,07%, para 2.352,12 pontos. No setor financeiro chinês, China Merchants Bank subiu 3,96%
Estadão
14/12/2020 | 08:43

Os mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único, nesta segunda-feira, 14. A covid-19 e seus riscos à atividade seguem em foco, mas também a perspectiva de vacinação contra o vírus adiante, no dia em que deve começar a imunização nos Estados Unidos com a vacina da Pfizer e da BioNTech. No Japão, influenciou a avaliação mais otimista sobre o cenário por empresas do País.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,30%, em 26.732,44 pontos, com ações de companhias de transporte e de montadoras de automóveis em destaque. O noticiário local sobre o novo coronavírus seguiu em foco, em meio a relatos da imprensa local de que o governo planeja retirar Tóquio e Nagoya como destinos de uma campanha para viagens domésticas, diante da alta da covid-19 nas duas cidades. A pesquisa Tankan, divulgada mais cedo pelo Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), mostrou melhora do sentimento entre empresas no país, o que ajudou o humor dos investidores. Kawasaki Kisen Kaisha, do setor de transportes marítimos de carga, subiu 2,5% e Toyota Motor teve alta de 1,7%.

Na China, a Bolsa de Xangai registrou ganho de 0,66%, a 3.369,12 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,07%, para 2.352,12 pontos. No setor financeiro chinês, China Merchants Bank subiu 3,96%, mas Bank of China recuou 0,31%. Air China mostrou queda de 1,16%, enquanto Dongfeng Automobile se destacou, em alta de 10,07%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixa de 0,44%, em 26.389,52 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 0,28%, a 2.762,20 pontos, sem impulso. Na Bolsa de Seul, ações ligadas a viagens e varejo recuaram, enquanto as de transportes marítimos e tecnologia avançaram. Um novo surto de casos da covid-19 pesou sobre o sentimento, com a Coreia do Sul reportando 718 novos casos da doença na segunda-feira, após ter tido 1.030 no domingo, dia que marcou o maior avanço diário nos casos para a nação asiática desde o início da pandemia. Em Taiwan, o índice Taiex teve baixa de 0,36%, a 14.211,05 pontos.

Na Oceania, na Bolsa de Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou com ganho de 0,26%, a 6.660,20 pontos, mesmo com baixas em algumas ações ligadas a commodities. Afterpay teve alta de 8,8% e registrou fechamento recorde, com o setor financeiro em geral mostrando força.

Bolsas da Europa

As Bolsas da Europa operam em território positivo, com investidores avaliando a extensão das conversas entre Reino Unido e União Europeia por um acordo comercial após o Brexit. Os novos casos da covid-19 pelo mundo seguem como motivo de cautela, mas também há interesse na aplicação de vacinas, com início previsto para esta segunda-feira nos Estados Unidos.

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,74%, a 392,99 pontos, perto das 6h30, no horário de Brasília. No domingo, 13, Bruxelas e Londres decidiram ir além do prazo anterior do último domingo para tentar fechar um acordo comercial. Embora continue a haver ceticismo quanto às chances de um pacto, tanto da UE quanto do governo britânico, a notícia foi bem recebida. Além disso, o fato de que os EUA começam nesta segunda-feira a imunização contra a covid-19 é mencionado por vários analistas, apoiando o sentimento.

Com isso, fica até agora em segundo plano o avanço da covid-19, que não dá trégua pelo mundo. Na Alemanha, o governo decidiu fechar o comércio não essencial a partir da quarta-feira, mantendo-o assim até 10 de janeiro, freando a temporada de compras do fim do ano para conter o avanço dos casos do vírus. Em relatório, o Commerzbank diz que se trata de um “lockdown duro” e projeta recessão. O banco pede que Berlim tenha alternativas que não uma interrupção disseminada do tipo na atividade.

Entre os mercados, Londres mostra ganhos mais contidos, em manhã de ganhos para a libra, o que tende a pressionar papéis de exportadoras britânicas. Além disso, o papel da AstraZeneca recuava 6,19%, após a empresa anunciar a compra da Alexion Pharmaceuticals por US$ 39 bilhões em dinheiro e ações.

Às 6h31 (de Brasília), Londres subia 0,12%, Frankfurt avançava 0,60% e Paris, 0,57%. A Bolsa de Milão tinha alta de 0,66%, Madri operava com ganho de 1,13% e Lisboa, de 0,63%. No câmbio, o euro subia a US$ 1,2149 e a libra tinha alta a US$ 1,3399.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos superiores a 1% nesta madrugada, com investidores atentos ao enfraquecimento do dólar ante outras moedas principais, que tende a apoiar a commodity, e também a uma explosão em um navio-tanque na Arábia Saudita. O mercado monitora ainda o avanço da vacinação contra a covid-19 pelo mundo, embora esse processo deva ser longo e também exista uma nova onda global de casos da doença. Às 4h17 (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro subia 1,18%, a US$ 47,12 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro avançava também 1,18%, a US$ 50,56 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

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