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Música
Boats: a música autoral em Pau dos Ferros
Júlia Ferreira, vocalista da banda, fala sobre a tentativa de valorizar a cultura local através do indie rock
Nathallya Macedo
24/06/2020 | 06:00

Nascida há cerca de nove anos, a banda Boats pode ser considerada uma resistência cultural em Pau dos Ferros, no Oeste potiguar. A cidade pequena não dita o tamanho do talento do grupo, que tem letras autorais nada clichês, além de já ter tocado em vários outros lugares do estado e também do Nordeste.

A história da Boats começa com Dois Barcos, um duo fundado pela vocalista Júlia Ferreira e um amigo. “Rudrigo e eu gostávamos muito de tocar violão, então começamos a fazer apresentações de covers em pequenos eventos. Depois de um tempo, surgiu a necessidade de compor”, narrou Júlia.

Atualmente formada por Júlia (voz e guitarra), Gabriel Nogueira (baixo), Anny Fernandes (guitarra) e José Shirley (bateria), a banda tem uma bagagem musical rica em referências de indie rock. “Nosso som é bastante influenciado por The Smiths, Cage The Elefant, The Strokes, Two Door Cinema Club… também adoramos Vivendo do Ócio, Selvagens à Procura da Lei e Moptop”.

Apesar das inspirações clássicas, a Boats traz novas texturas de arranjos instrumentais e uma pitada de sotaque. “Somos artistas locais e gostamos de valorizar esse aspecto, é algo bastante singular e que, ao mesmo tempo, gera identificação para quem escuta. Por isso, admiramos demais os nossos colegas da terra, como as bandas Fukai, Demonia e Mad Grinder”, celebrou.

Aliás, o primeiro álbum do quarteto apresenta críticas sociais em entrelinhas quase gritantes. Intitulado “Manifesto dos Sentimentos (In)Compreensíveis” e lançado em 2017, o disco possui 11 composições que expressam reflexões sobre relacionamentos românticos e exaltam questionamentos acerca de desigualdades existentes na sociedade.

Canções de isolamento

Neste mês, a Boats participou da coletânea “Nightbird Apresenta: Canções de Isolamento”, promovida por um selo de fomento à produção cultural no estado. O grupo teve duas versões acústicas escolhidas para o projeto: “Azul” e “O Que Eu Fiz de Errado?”. “É uma ótima iniciativa, uma maneira de vestir a camisa da cena artística potiguar e espalhar a arte independente”, afirmou a vocalista.

Pré e pós-pandemia

Antes do período de pandemia da Covid-19, a banda já tinha músicas escritas para um novo EP, que deveria ter sido gravado durante o mês de abril. “Agora estamos tentando fazer a pré-produção de forma online e continuamos ensaiando, cada um em sua casa. Esperamos que tudo melhore em breve para lançar o trabalho e fazer uma turnê pelo Nordeste”, planejou.

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