As treliças da antiga ponte de ferro de Igapó compõem a identidade e a beleza da estrutura metálica que a população natalense conhece há muitas gerações. Maior conhecedor do assunto, o engenheiro, pesquisador e professor do IFRNManoel Fernandes de Negreiros Neto, autor da pesquisa “A História da Ponte de Igapó”, aproveita o momento do lançamento do seu livro para oferecer ao público uma pequena lembrança relacionada a esta que é considerada uma maiores construções potiguares da virada do Século XX. A publicação “A História da Ponte de Igapó” será lançada oficialmente dia 14 de julho (quinta-feira), no Iate Clube de Natal, mas as peças colecionáveis já estão disponíveis para quem quiser adquirir.
São kits com miniatura de uma parte da ponte e de equipamentos que ele conhece muito bem, como a betoneira a vapor — na “biografia” da Ponte de Igapó, o concreto ganha um capítulo bastante curioso e elucidativo. Os kits, assim como o livro, estão em pré-venda e quem quiser adquirir deve entrar em contato com o autor, pelo site www.manoelnegreiros.com ou pelo whatsapp.

O primeiro kit é a treliça Pratt para montar, em escala 1/87 compatível com trens escala HO. Ponte em MDF, com 61 cm representando um vão de 50 metros. A treliça Pratt, o modelo adotado em 1912 na ponte velha de Igapó, impõe grande rigidez ao vão. Isso é notado após a montagem desse modelo. Na cor de madeira vemos os passadiços para pedestres em ambos os lados, uma batalha do senador Eloy de Souza. Acompanha Manual de Montagem na caixa.
Já o segundo kit é uma Betoneira a vapor de 1912 e uma barrica de cimento. Essa betoneirafoi utilizada para se confeccionar o concreto utilizado nas fundações tipo Pneumatic well de 6m de diâmetro, com 10/12 m de profundidades e nos retângulos em forma de double do que emergia do fundo do rio até a cota de apoio das treliças metálicas – conforme é demonstrado nos projetos no livro “A História da Ponte de Igapó”.
HISTÓRIA
Erguida graças ao sonho de um brasileiro e à tecnologia de engenharia e técnicos ingleses, a ponte de ferro começou a ser construída em 1912 e entregue em 1916, como modelo e bases rigorosas para manter-se durável até hoje. Entretanto, por um erro de avaliação acabou sendo desativada e vendida como ferro-velho no início da década de 70. O equívoco tirou do cotidiano natalense uma das mais bonitas estruturas a interligar a zona Norte ao Centro.
A obra editada pela Editora Appris reúne 25 anos de pesquisa do autor, busca de livros e documentos no exterior e até ida à sede da empresa Cleveland Bridge Company. Trata-se de uma investigação tão minuciosa que é considerada pelo autor como “quase arqueológica”. São 500 páginas recheadas de detalhes técnicos de engenharia civil centenária, fotos, plantas, cálculos, mapas, datas, fatos e episódios. Para mais informações, acesse o blog www.manoelnegreiros.com ou fale com o autor: (84) 99982-1658.