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Polêmica

Assessora de Janja reforça equipe de discursos após fala de Lula sobre escravidão

Em discurso em Cabo Verde, presidente “agradeceu” pelo que foi produzido durante escravidão
Redação
21/07/2023 | 08:29

A equipe que elabora os discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou um reforço nesta quinta-feira 20, um dia depois de ele agradecer a África “por tudo o que foi produzido pelos 350 anos de escravidão”. A assessora de imprensa da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, passará a “colaborar com a preparação e redação de discursos e falas públicas” no gabinete do presidente.

Reforço na assessoria de Lula

“A partir de hoje, deixo de responder pela assessoria de imprensa da Janja. Sigo trabalhando para o Gabinete Pessoal do Presidente, mas agora voltando a me dedicar à tarefa de colaborar com a preparação e redação de discursos e falas públicas”, disse Cristina Charão.

Presidente Lula com José Maria Neves, presidente de Cabo Verde, na quarta - Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula com José Maria Neves, presidente de Cabo Verde, na quarta - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Nesta quarta-feira 19, Lula esteve em Cabo Verde e, ao lado do presidente do país, José Maria Neves, fez a declaração sobre a escravidão. “Quero recuperar a relação com continente africano porque nós brasileiros somos formados pelo povo africano, a nossa cultura, nossa cor, nosso tamanho é resultado da miscigenação entre índios, negros e europeus”, disse.

“Nós temos uma profunda gratidão ao continente africano por tudo o que foi produzido durante 350 anos de escravidão no nosso País.”

Cristina Charão trabalhava como assessora de comunicação da primeira-dama desde o começo da gestão, em janeiro. Com a mudança, ela integrará a equipe que elabora os discursos e declarações feitas pelo presidente em eventos, cerimônias, inaugurações e encontros com outros políticos. Ela atuará, especificamente, em situações como a desta quarta-feira, em Cabo Verde.

Nesta quarta, o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, saiu em defesa do presidente. “O que o presidente Lula disse foi: ‘o Brasil tem uma dívida com África e ela tem que ser paga’. E por isso, o Presidente tem insistido – e já falei com ele sobre isso – é que a agenda de direitos humanos com África envolve o chamado direito ao desenvolvimento”, argumentou o ministro.