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Música
As experimentações musicais de BEX
Apesar de curta, a carreira de Rebeca Gibson já é marcada por deslocamentos que conduzem diretamente a excentricidade presente em seu percurso musical
Nathallya Macedo
16/06/2020 | 06:00

A trajetória pessoal de Rebeca Gibson, de 22 anos, é bastante extensa e diversificada. BEX, como é conhecida no meio artístico, nasceu no Rio de Janeiro, morou por um tempo em São Paulo e agora vive em Natal. Os diferentes ambientes e vivências influenciaram a música que a cantora, compositora e beatmaker desenvolve atualmente.

Depois de cantar em corais nas igrejas, a jovem entusiasta continuou perseguindo o interesse pela música, alimentado pelo pai – que amava ouvir Joy Division. “Tudo que ele escutava me influenciou bastante, inclusive as bandas de fora. Esse é um fator que me estimulou a compor em inglês”, relembrou a cantora.

A jornada de BEX em solos potiguares é frutífera. Ela já participou de vários festivais locais, como o Mada e o DoSol. “Minha primeira vez cantando para outras pessoas foi na Ribeira, que costumava ser um polo cultural ativo. Eu só tinha algumas músicas e não esperava muito. Mas quando comecei, vi que realmente gostava disso”, contou, com uma pitada de nostalgia.

No segundo semestre de 2019, BEX lançou o primeiro álbum da carreira, iniciando um novo ciclo. Intitulado “Clocking Days” e todo cantado em inglês, o disco com sete faixas foi destaque no cenário musical local. Difícil de definir ou rotular, a musicalidade de BEX engloba diversas influências: tem um pouco de jazz, soul, batidas eletrônicas e até lo-fi hip hop. “O meu modo de composição começa com um ritmo em mente, depois surgem as letras. Foi assim que compus o CD”, relevou.

Para BEX, o processo criativo também é de aprendizagem. “É experimental. Não gosto de produzir algo parecido com o que ouço. Tenho muitas inspirações, mas não consigo focar em uma só. Dos clássicos, adoro Pink Floyd, Billie Holiday e Gorillaz. Ultimamente, Sevdaliza, Xênia França e Saskia. Mas o que tento fazer é escutar tudo e aprender sobre perspectivas diferentes. Gosto de inovar e procurar sonoridades ainda não ‘materializadas’, digamos assim”.

As nuances e os timbres presentes na voz de BEX não passam despercebidos. É possível reconhecer a intensidade das letras e, em certos momentos, a segurança das pronúncias transporta o ouvinte para outro universo – cheio de altos e baixos emocionantes. Imponente e, ao mesmo tempo, substancial, o tom da cantora chega a lembrar Amy Winehouse, mas de uma forma própria, individual e autêntica.

Produção em isolamento

Na última quarta-feira (10), BEX participou de uma live no Festival DoSol Sessions e produziu dois clipes (“Despair” e “Human”), que estão disponíveis no Instagram (@abexabot e @festivaldosol). Por causa do isolamento social, alguns projetos artísticos foram pausados. “Estava tentando conseguir espaço em festivais de outros estados do Nordeste. Mas continuarei a busca em breve”, planejou. Além disso, a cantora usa os dias de quarentena para trabalhar na trilha sonora de um curta-metragem, o “Lemniscata”, que deve ser lançado ainda em 2020.

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