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Polêmica
Antonia Fontenelle é proibida pela Justiça de falar sobre Luciana Gimenez; ENTENDA
Antonia Fontenelle, 47 anos, está proibida de falar sobre Luciana Gimenez, 51. A apresentadora da RedeTV! entrou com ação contra a comunicadora após ter sido chamada de "mulher de programa" por Jorge Kajuru em seu programa no YouTube
Notícias da TV
13/05/2021 | 09:37

Antonia Fontenelle, 47 anos, está proibida de falar sobre Luciana Gimenez, 51. A apresentadora da RedeTV! entrou com ação contra a comunicadora após ter sido chamada de “mulher de programa” por Jorge Kajuru em seu programa no YouTube. Nesta quarta-feira 12, a Justiça de São Paulo concedeu uma liminar com “tutela provisória de urgência” em que proíbe a entrevistadora de citá-la.

O Notícias da TV teve acesso à sentença do juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 1ª Vara Cível de São Paulo. Em sua decisão, ele viu como necessária a “tutela provisória de urgência de natureza cautelar, para vedar que a ré [Antonia] divulgue ou se refira, por meio de seu canal no YouTube, ou em qualquer outro meio de comunicação, inclusive em plataformas digitais, à pessoa da autora sob qualquer aspecto da vida pessoal ou profissional ou que propicie que, em seu programa, que qualquer entrevistado se refira à autora, à sua vida pessoal e profissional”.

Caso descumpra a ordem, Antonia terá de pagar uma multa de R$ 20 mil por cada citação. Em abril, Luciana conseguiu liminar semelhante contra Kajuru com o mesmo magistrado. Desde então, o político está impedido de se “manifestar, comentar ou divulgar” provocações e ataques sobre a mãe de Lucas Jagger.

A desavença da modelo com Antonia e Kajuru teve início em março, quando o senador eleito por Goiás disparou ofensas sobre a estrela da RedeTV! no Na Lata com Antonia Fontenelle. “Sobre a Luciana Gimenez, eu não tenho nada a falar. Não falo sobre mulher de programa. Dane-se. Ela já me processou, pode processar de novo. É uma mulher desqualificada, tanto que virou o que virou por 30 segundos com o Mick Jagger. Ou você acha que foi por amor?”, disse ele.

“E ela sabe que eu sei da história toda. Ela foi contratada para ficar com o Mick Jagger. Eu falei isso mesmo, porque para mim ela não tinha respeito com os colegas. Eu trabalhei com ela na RedeTV!. Ela chegava como se fosse dona. Depois acabou se casando com um dos sócios da RedeTV!, para você ver que a vida dela sempre foi de interesse”, declarou o político.

Kajuru fez referência a dois relacionamentos do passado de Luciana. No fim dos anos 1990, a modelo teve um breve affair com Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones. Da relação, nasceu o seu primeiro filho, Lucas, hoje com 21 anos. Ela também foi casada com Marcelo de Carvalho, sócio e apresentador da RedeTV!, entre 2006 e 2018. Durante este período, o casal teve um filho, Lorenzo, atualmente com 10 anos.

Por causa dessa transmissão ao vivo, a apresentadora entrou com ações contra Kajuru e Antonia. Ela pede danos morais por ter sido ofendida publicamente. No caso do político, a defesa da artista foi também ao Supremo Tribunal Federal. No início de maio, a ministra Rosa Weber recebeu uma queixa-crime de Luciana contra o senador por difamação e injúria.

Especificamente sobre Antonia, a ex-mulher de Marcelo de Carvalho se queixa de que já foi alvo de difamação por Kajuru em uma entrevista feita pela youtuber. Em junho de 2019, ele falou também sobre o relacionamento com o astro internacional. “Ela conseguiu em 30 segundos uma aposentadoria de US$ 30 mil para o resto da vida com o Mick Jagger. Então, realmente, para falar de aposentadoria ela é especial, agora credibilidade zero”, declarou na época.

Por ter sido alvo de comentários machistas e injuriantes pela segunda vez no Na Lata, Luciana se sentiu injustiçada. No processo que move contra a colega de profissão, ela se queixa que a youtuber sabia do perfil debochado de Kajuru e o “cutucou” sem necessidade para que ele tecesse tais comentários difamatórios.

O magistrado que concedeu liminar contra a influenciadora digital analisou o caso e considerou que “quando a ré [Antonia] decide realizar entrevistas ao vivo, assume, em tese, a responsabilidade civil pelo conteúdo da entrevista, conteúdo que, a revelar-se ofensivo contra terceiro, pode ensejar a sua responsabilidade civil”.

Em sua análise, o juiz considerou que a youtuber “demonstrou ter plena ciência de que o entrevistado poderia praticar algum tipo de ofensa contra a autora, como demonstrou na introdução que fez à fala do entrevistado. Decidindo, pois, por realizar a entrevista ao vivo, sem a possibilidade de qualquer corte ou edição no conteúdo”.

Ao Notícias da TV, Lucas Guimarães Diaz, advogado de Gimenez, se manifestou satisfeito com a decisão do magistrado para com sua cliente. “De fato, sendo o mesmo juiz, foi coerente”, considerou.

Procurada, Antonia se mostrou surpresa com o andamento do caso e reforçou o que já havia dito anteriormente, que não tem intenção de citar o nome da comunicadora novamente. “Achei que isso já estava resolvido. Não desgosto dela. Não tenho nada para falar dela. É uma decisão [judicial] que não me atinge em absolutamente nada. Se um dia eu tiver ou precisar falar dela, só vou falar bem porque não tenho nada de mal para falar dela”, declarou.

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