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Copa

Ancelotti cobra muitos ajustes após empate

Técnico reconhece ansiedade, perda de posse e falta de equilíbrio no empate com Marrocos e afirma que Seleção precisa evoluir durante a Copa
Por O Correio de Hoje
15/06/2026 | 14:40

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deixou mais questionamentos do que certezas para o técnico Carlo Ancelotti. Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, no último sábado 13, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o treinador italiano reconheceu as dificuldades apresentadas pela equipe, especialmente durante o primeiro tempo, e afirmou que o Brasil precisará corrigir problemas de equilíbrio e posse de bola para a sequência da competição.

Em sua primeira partida de Copa do Mundo à frente da Seleção, Ancelotti avaliou que a equipe entrou em campo com ansiedade e encontrou dificuldades para controlar as ações do confronto. O técnico destacou a quantidade de erros na saída de bola e a falta de consistência coletiva nos minutos iniciais.

Casemiro RR
Volante Casemiro, experiente na seleção, foi eleito o pior em campo - Foto: Rafael Ribeiro / CBF

“A partida, sobretudo na primeira parte, foi difícil. Estava ansiosa, teve perda de bola, pouco equilíbrio em campo. A segunda parte foi muito melhor. A equipe vai melhorar no próximo jogo. A equipe teve problemas na primeira parte. Muitas bolas perdidas. Temos que melhorar nesse aspecto. Não podemos perder a confiança. Num primeiro jogo de Copa, tudo pode acontecer. A equipe não estaria perfeita no primeiro jogo. O resultado não é ruim, mas vamos lutar no segundo tempo”, comentou.

A análise acompanha a percepção de parte da comissão técnica e de observadores da Seleção. Durante os primeiros 45 minutos, o Brasil encontrou dificuldades para estabelecer seu jogo de posse e sofreu com a pressão exercida pelos marroquinos. A equipe apresentou mais organização na etapa final, quando conseguiu controlar melhor o meio-campo e criar oportunidades de ataque.

Apesar das críticas ao desempenho, Ancelotti procurou transmitir tranquilidade ao grupo. O treinador ressaltou que estreias em Copas do Mundo costumam ser marcadas por nervosismo e adaptação ao ambiente da competição, especialmente para uma equipe que ainda está em processo de assimilação de seu modelo de jogo.

O técnico evitou detalhar quais mudanças pretende implementar para a próxima rodada, mas afirmou que a comissão técnica já identificou os principais pontos que precisam ser corrigidos antes do confronto contra o Haiti, marcado para a próxima sexta-feira 19, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

“A equipe lutou até o último minuto, tenho bastante claro o que temos que melhorar. O que fizemos bem nos dois amistosos, no primeiro tempo não saiu bem. Temos que seguir trabalhando para ter uma equipe mais equilibrada e mais agressiva na frente”, afirmou.

A busca por maior equilíbrio tem sido uma das marcas do trabalho de Ancelotti desde que assumiu a Seleção. Conhecido pela capacidade de adaptar esquemas e funções de acordo com os adversários, o treinador já realizou diversas alterações em suas formações desde o início do ciclo e costuma utilizar os primeiros jogos de competições para ajustar aspectos táticos e comportamentais.

O empate deixou o Brasil em situação que exige uma resposta rápida na segunda rodada. Uma vitória sobre o Haiti pode recolocar a equipe em posição confortável na disputa pela classificação às oitavas de final, enquanto um novo tropeço aumentaria a pressão sobre o trabalho da comissão técnica e sobre um elenco que chegou ao Mundial cercado por expectativa.

Nos próximos dias, a atenção estará voltada para os treinamentos na Filadélfia. Além dos ajustes táticos, Ancelotti deverá avaliar possíveis mudanças na equipe titular, tema que ganhou força após a estreia. O treinador, contudo, tem evitado tratar de nomes específicos e reforça que as correções necessárias passam, sobretudo, pelo funcionamento coletivo.

A avaliação interna é que a Seleção apresentou sinais positivos na segunda etapa contra o Marrocos, mas ainda está distante do nível de desempenho que a comissão técnica considera ideal para uma equipe candidata ao título mundial. O desafio agora será transformar os aprendizados da estreia em evolução imediata dentro de uma competição que oferece pouco tempo para correções.