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Coluna
Alex Viana: Fátima Bezerra não se posicionou publicamente sobre a CPI da Covid
Confira a coluna de Alex Viana desta sexta-feira 28
Alex Viana / Pedro Trindade - interino
28/05/2021 | 09:27

Investigação
Em meio à repercussão da CPI da Covid em Brasília, dez deputados estaduais protocolaram, nessa quinta-feira 27, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), a abertura de uma CPI para investigar supostas irregularidades nos contratos do Governo do Estado no período da pandemia.

Auditoria
A deputada estadual Cristiane Dantas (Solidariedade), que assinou o requerimento, detalha a auditoria contratada pelos deputados estaduais para analisar as ações do governo estadual na crise sanitária. “Foram constatadas possíveis irregularidades em 12 contratos que tem um alto volume de recursos públicos. Os fatos são graves, tanto por ações erradas como por omissões”, justifica a parlamentar.

Ruptura
O deputado estadual Vivaldo Costa (PSD) solicitou o desligamento do bloco partidário ‘PSD/PSC/DEM’, do qual faz parte. O parlamentar demonstrou indignação com o bloco por fazer parte de um grupo que assinou o requerimento com o pedido de abertura da CPI. “Olhei atentamente a lista de governadores citados pela CPI do Senado e não constava o nome da governadora do Rio Grande do Norte e por que ela não está? Porque não existe nada contra. Fátima é ficha limpa”, justificou.

Palanque político
Para o deputado estadual Ubaldo Fernandes (PL), a abertura da CPI pode servir de palanque político para oposição do governo de Fátima. “Estamos em um ano pré-eleitoral. É preciso ter responsabilidade e maturidade na condução desta CPI para que ela não seja levada ao campo da radicalização política”, argumentou o parlamentar.

Honestidade
Aliado de Fátima há anos, Francisco do PT disse estar tranquilo quanto a legitimidade do instrumento, que é prerrogativa do parlamento, e por confiar na honestidade e transparência do governo petista. “Não temos o que temer. Estamos diante de um governo honesto e transparente, que veio para tirar o RN de um abismo profundo”, ressaltou.

Silêncio
A governadora Fátima não se posicionou publicamente sobre a CPI da Covid, nem sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) que julgou improcedente, por seis votos a zero, a representação contra ela e o vice-governador, Antenor Roberto, quando eram candidatos ao Governo do RN em 2018.

Saída
Enquanto Fátima se mantém neutra sobre a CPI local, nove chefes de Estado convocados pelos membros da CPI da Covid, no Senado Federal, decidiram pedir ajuda ao Supremo Tribuna Federal (STF) para não deporem. A ação deve ser assinada pelos governadores e pelos procuradores-gerais de seus respectivos Estados, e enviada à Suprema Corte na segunda-feira 31.

Racha
Com articulação parecida, senadores representantes do governo Bolsonaro na CPI querem aproveitar o racha no bloco que reúne senadores de oposição e independentes para formar maioria contra a prorrogação dos trabalhos da comissão, que pelo prazo regulamentar deve terminar em 31 de julho. Será que o G7 se resistirá até lá?

Racha II
O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD), negou que tenha ocorrido um “rompimento” entre os senadores do G7, mas indicou que a relação entre eles não é a mesma que tinham no início dos trabalhos. “Eu não quero convidar ninguém mais para jantar na minha casa não, não tenho condições”, brincou Aziz, fazendo referência a uma reunião entre os parlamentares em que acordos feitos nos bastidores não teriam sido cumpridos em plenário.

Torcida
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem torcido pelo encerramento da CPI da Covid após os 90 dias de investigação, já que o instrumento tem desgastado sua imagem. Se a CPI for renovada e totalizar 180 dias, o plano do capitão de permanecer no Palácio do Planalto até 2026 pode ser mais prejudicado.

Recado
Enquanto o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, revelava na CPI que ações de Bolsonaro atrasaram as compras de vacinas, o presidente falava, durante almoço com militares nessa quinta-feira 27, que “se necessário for” o Exército agirá “dentro das quatro linhas da Constituição”.

Encruzilhada
O Exército, aliás, encontra-se em uma encruzilhada criada pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. No último domingo, ele subiu em um palanque com Bolsonaro no Rio. O gesto obriga punição. A única solução para que haja uma saída menos traumática para o problema é Pazuello pedir a sua passagem para a reserva. Ele, no entanto, resiste à ideia.

Anarquia
Ao falar sobre a possível punição ao general Pazuello, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que a aplicação da regra é necessária para evitar que “a anarquia se instaure” nos quartéis. Bolsonaro, entretanto, pode reverter uma eventual advertência ou punição.

Articulação
Ainda sem bater o martelo sobre a eleição presidencial de 2022, o PSB prepara a filiação de lideranças do PCdoB, como o governador do Maranhão, Flávio Dino e a ex-deputada Manuela D’Ávila (RS). Todos têm se manifestado favoravelmente a uma chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Articulação II
Nessa costura, o alinhamento absoluto do PSB à candidatura de Lula contra Bolsonaro não tem sido descartado. O ex-presidente teve uma conversa virtual de mais de duas horas com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), no início de abril, que estimulou especulações no Nordeste sobre a possibilidade dele ser vice do petista.

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